domingo, 6 de dezembro de 2009

Minha paixão por animais - James

Nossa, o James! Esse gato foi muito doido, criar ele foi muito legal, ficou saudade! Apesar dele ser bem doidão, eu gostava muito dele. Há muitos anos atrás, nem me lembro quando, eu estava no prédio com o pessoal. Aí um menino que morava aqui no prédio desceu com um filhote de gato, disse que achou jogado na escadaria do bloco 3. O gato mais parecia um rato ou um morceguinho, pequeno que só, orelhudo, olhos praticamente fechados, gritando muito, aquele miadinho fino. Ele era tão bebê que ainda tinha o cordão umbilical preso na barriga, secando. Morri de pena, ninguém queria ficar com ele e eu, com meu instinto cachorreira/gateira de sempre, percebi que se ele ficasse pelo prédio ia morrer. Levei pra casa, claro. Ele era tão pequeno que minha mãe nem brigou (muito), fui direto pro quarto arrumar um canto pra ele dormir. Peguei uma caixa de sapato, forrei com um pano, coloquei um bichinho de pelúcia pequeno e coloquei ele do meu lado da cama, embaixo do cobertor, morria de medo que ele morresse de frio. Como sempre pegava um gato de vez em quando pra cuidar, eu tinha aquelas mamadeirinhas chuquinhas em casa. Esquentei leite e coloquei na mamadeira, era um barato dar de mamar pra ele, ele era tão fofo quanto um nenê de verdade. Acordava de madrugada com os berros dele, de fome. Virei a mãe dele de verdade, acordava várias vezes pra dar mamadeira pra ele, corria da escola pra casa pra cuidar dele. Com isso ele cresceu, ficou forte e enorme, um gatão lindo mesmo. Rajado, era escuro, meio preto com cinza, lindo mesmo. Virou um gatão grande e gordo, atentado, pra não dizer maluco. Arranhava todo mundo, corria feito louco e tinha um xodó por um xale branco que ele tinha... namorava com esse xale o dia inteiro, era um tarado. Com o James tive a confirmação que gato não é bicho de apartamento, principalmente os machos que não são castrados. Eles são aventureiros, caçadores por natureza, não podem nem merecem ficar trancados num apartamento. Com isso, resolvemos deixá-lo na casa da minha vó, que morava numa casona espaçosa, com quintal. Foi muito difícil deixá-lo lá, ele não queria sair do carro de jeito nenhum. Eu não me lembro bem a sensação, mas minha mãe diz que foi horrível, que a sensação era de que a gente estava se desfazendo dele, não pensando no bem dele, sabe, que parecia que ele era muito apegado na gente... mas isso foi temporário, porque minha vó sempre dava notícias dele e dizia que ele era o garanhão da rua, que ele trazia várias namoradas pra casa dela, uma inclusive chegou a ir pra casa dela dar cria, um barato esse meu don Juan. Acho que não cheguei a ter fotos dele, mas lembro perfeitamente daquele zoiudo gigante, que pulava e namorava o xale, que arranhava todo mundo, menos eu. Esse era meu James, deixou muita saudade...

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