quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Minha paixão por animais - Princesa

Há muitos anos atrás eu tive uma cadela. Ela se chamava princesa, era linda. Era uma poodle toy champanhe, mas ela era tão rosinha por baixo dos pelos que parecia ser rosa mesmo, uma boneca. Eu sempre quis ter um cachorro, mas meus pais nunca deixaram. Até entendo, porque dá um trabalho imenso ter cachorro, mas eu não desistia. Sempre pedi um irmão (menino) e um cachorro. Meu irmão veio, mas nada de ganhar o cachorro... quando meu irmão começou a falar e a entender as coisas, logo pedi pra ele me ajudar a pedir um cachorro. Enchemos tanto o saco da minha mãe que ela cedeu. Pesquisamos no jornal e achamos um cara que estava vendendo duas poodle toy filhotes, eu queria uma cachorrinha mesmo, então fomos lá ver. Não sei se era longe, mas com meus 12 anos que eu acho que tinha, pareceu ser bem longe mesmo. Chegamos lá, lembro que era uma casa com quintal. O homem nos levou pra conhecer os cachorros, eram duas cachorrinhas pequeninas e lindas. Quando me aproximei, a Princesa logo pulou, desajeitada por ser filhota ainda, e veio na minha direção. Ela era rosa, gordinha, peluda, linda! Não resisti, foi amor a primeira vista. O homem deu banho nela, secou, deixou bem perfumada e me entregou. Me apaixonei na hora, já vim com ela no colo, cuidando que nem um filhinho mesmo. Em casa ela deu os trabalhos de sempre: queria roer tudo, fazia sujeira pela casa, adorava fazer xixi no tapete do quarto da minha mãe. Mas ela era tão meiga e linda que até meus pais se apaixonaram por ela e tudo passava. Inteligente demais, logo aprendeu a não mexer nas coisas e a fazer sujeira nos lugares certos. Muito leal a mim, me obedecia sempre, nunca tive que bater nela, graças a Deus. Quando passeava com ela, não usava coleira, ela me obedecia sempre, me seguia. Se passasse um gato, ela passava por cima dos instintos dela e seguia comigo. Se meu pai vinha no meu quarto e falava um pouco mais alto, ela já rosnava. Dormia comigo, um chamego só. Todas as minhas amigas adoravam a Princesa, ela era um sucesso no prédio que eu moro. Infelizmente ficamos juntas por pouco tempo. Quando ela tinha uns 6 meses fomos fazer uma visita na casa da minha avó. Como ela tinha tosado careca, a primeira tosa, quis levá-la pra minha vó ver. Como minha avó era senhorinha, levamos ela pra fazer compras no mercado e a deixamos sozinha na casa dela. Acho que ela estranhou, ficou irritada, não sei, sei que ela inventou de brincar justamente com um fio de um rádio da minha avó e levou um choque, acho que morreu na hora. Quando chegamos, eu que achei a Princesa, chorei muito, até minha mãe chorou, porque todos se apegaram muito a ela. Fiquei muito mal, meu tio levou a Princesa embora, me disse que ia levá-la a um cemitério de animais (coisa que duvido que ele tenha feito, mas acreditei na época, criança, né). Minha avó ficou um trapo, me dizendo que daria outro cachorro pra mim, se sentindo culpada, tadinha... ninguém teve culpa, quando as coisas tem que acontecer, acontecem. Fui pra casa arrasada, contei pras minhas amigas do prédio, todas choraram. Fiquei com febre, triste. Mas apesar dessa tristeza toda, as lembranças ótimas da Princesa ficaram, e com o tempo fui melhorando. Claro que sinto saudades dela até hoje, porque ela foi especial, minha primeira cadelinha. Nunca mais esqueci dela, da meiguisse dela, do companheirismo e da cor rosa que ela tinha... foi meu primeiro amor canino.

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