domingo, 17 de janeiro de 2010

Se ele não te ama agora...

Há uns meses eu estava no trabalho, compenetrada. Aproveitei que estava fazendo uma coisa que exigia muito da minha atenção e coloquei os fones de ouvido do meu celular pra ouvir música. Música não me atrapalha nem um pouco, pelo contrário, quando preciso de concentração, me desligar do ambiente, a melhor coisa que faço é ouvir uma música, porque nem presto atenção no que está tocando, só desligo. Sou assim desde a adolescência, do tempo em que colocava os fones para fazer lição de casa (e deixava minha mãe louca da vida com isso). Enquanto eu trabalhava, começou a tocar uma música que não sabia o nome, era um black, e como eu não gosto de black, nem prestei muita atenção. Mas o refrão, que tocava sem parar, me pegou por um momento. Dizia alguma coisa a ver com "se ele não te ama agora, não vai te amar nunca". Aí parei pra prestar atenção na música e veio uma frase que minha sogra, que é cheia de clichês, sempre diz: o que de dentro não sai, de fora não entra. Eu sempre alopro muito ela e meu marido, que são os reis dos ditados e tem frases prontas pra qualquer situação. Mas essa é verdade. Andei pensando... todos os casos que eu vejo de casais que se formam por conta de uma coincidência ou comodismo, não vão pra frente. Já aconteceu comigo. Por exemplo, uma vez, quando eu era moleca, eu gostava de um menino do meu prédio, mas por conta de algumas incompatibilidades eu terminei com ele e fiquei sozinha por uns meses, queria estar sozinha. Aí eu conheci meu ex namorado. Não queria namorar com ninguém e meu ex não tinha muito a ver comigo. Ele não era bem o que eu gostava fisicamente em homens, e ele gostava de coisas diferentes de mim. Mas eu acho que ele gostava de mim, do jeito que eu era e fazia coisas pra me agradar. E pelo comodismo, fiquei com ele, aceitei namorar. Ficamos juntos o tempo que deu, nos separamos e logo depois, comecei a namorar meu Otto. E aí eu vi que o que tive com o Otto era completamente diferente do que eu já tinha vivido. Foi uma paixão fulminante, que me fazia mentir pro meu pai sobre onde eu estaria, me fazia querer estar com ele a todo momento, enchê-lo de beijos e carinhos, simplesmente estar grudada nele. Tanto que eu nunca dormi na casa do meu ex, já com Otto... além de dormir junto, fomos morar juntos com 3 meses de namoro, foi avassalador. Não adianta, quando você ama alguém de verdade, esse amor aflora e aparece de uma forma descontrolada que você não tem como segurar, é terrivelmente bom, porque você se complica com seus amigos, some, se complica com seus pais, com todo mundo, parece que tem lutar contra todos. Fomos morar juntos logo e enfrentamos resistência de tanta gente... hoje olhamos pra trás e vemos a loucura que fizemos. A nossa sorte é que sempre nos demos bem, porque já pensou se fossemos morar junto e começássemos a nos matar? Quando conto pras pessoas nossa história, a primeira pergunta que me fazem é "vocês são loucos?". E a primeira pergunta que ouvimos na época é "você está grávida?". Bom, agora tô rindo aqui lembrando de tudo isso, que fase boa! Maluca, mas deliciosa! Guardo com muito carinho na memória... vai ficar pra sempre guardado comigo, todas as dificuldades que nos fizeram crescer tanto e que com muito amor foram contornadas... é, eu amo o Otto mesmo, desde sempre....

Ah, a música que eu ouvi: Never Ever - Ciara

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