terça-feira, 13 de abril de 2010

Eu só queria saber...

O que se passa na cabeça de gente que tem um parafuso a menos. Sério, penso seriamente em fazer psicologia um dia para tentar entender um pouco a cabeça das pessoas, principalmente das com tendências a atitudes malucas. Semana passada encontrei com a Jana, uma amiga de infância aqui do prédio. Ela estuda psicologia e chegou na fase em que tem pacientes na clínica-escola. Contei algumas coisas que andam acontecendo em relação à minha vida, não a mim exatamente e ela me deu toques e explicações sobre isso. Como sou leiga no assunto, fiquei mais confusa ainda. Eu sei lá se é prepotência da minha parte, mas eu trabalho muito bem meus conflitos sozinha, mesmo que demore um pouco. Eu cogitei há um tempo atrás fazer terapia, para entender certas coisas que aconteceram e que eu pensava. Percebi que eu precisava mesmo era ter mais fé em Deus e pedir sabedoria para Ele, para clarear minhas ideias. Percebi que eu estava sendo imatura, não respeitando o espaço das pessoas que eu amo, sendo infantil e egoísta. Quando comecei a aprender a respeitar esse espaço, entender que todos, inclusive eu, tem passado e que a vida não caminha sempre do jeito que a gente quer, muita coisa mesmo melhorou. Mas aí a vida me pega de surpresa e quer que eu entenda a cabeça de uma mulher um tanto mais velha que eu, um outro bom tanto mais vivida do que eu e que, teoricamente, deveria ser mais madura e inteligente do que eu. Só que aí, sem ser pedante, percebo que meus 20 e poucos anos foram muito bem vividos, viajados, estudados e me tornaram uma pessoa melhor do que eu podia imaginar (e mais madura também).

Eu cansei de agradar os outros a troco de pinga. Eu estou vivendo a filosofia da minha mãe: se para agradar um terceiro eu tenho que me chatear, porque vou fazer isso? Agrado o próximo quando me agrada também, quando vou ficar feliz com o esforço ou com o gasto que terei para isso. Estou dura, ferrada, sem dinheiro, mas se eu vejo um tênis legal que vai ficar bonito no Américo e que não vai estourar meu orçamento, eu compro. Se eu vejo uma botinha que vai ficar linda na Ana, eu compro também, nada paga o sorriso e o desfile que ela faz depois. Antes eu não sabia dizer não. Uma pessoa pedia uma coisa estapafúrdia pra mim e eu ia lá e fazia, para agradar, talvez pra ser aceita. Isso aconteceu muito quando entrei na família do meu marido, alguns eu sentia que não gostavam de mim, então eu queria agradar. Logo a Guaciara, amada e querida por tantos sendo rejeitada em um lugar? Eu não podia lidar com isso. Fiz muito favor, muita coisa e não via retorno, me chateava, reclamava com Otto. Até que um dia eu cansei, de verdade e comecei a ser mais eu mesma, com os defeitos e qualidades que tenho. Com certeza deve ter um ou outro que torce o nariz ainda pra mim, mas prefiro ser autêntica, porque assim sou feliz. No serviço tenho poucos amigos, mas as duas amigas que tenho lá são verdadeiras. Um punhado me acha metida e quer saber? Eu ADORO isso, porque no fim eu acabo sendo admirada por não fazer média com ninguém. Sou educada, claro, dou bom dia até pras pombas, mas quer gostar de mim, goste de como eu sou. Cheguei numa idade (os meus vinte e poucos anos) que me ensinaram a ser quem eu sou e pronto. Não vou me desagradar para agradar ninguém. Mas isso não me permite desrespeitar o próximo por um simples capricho, para ceder uma loucura, um gosto meu. Pior, desrespeitar o próximo por causa de homem? Ai, ai... isso ofende meu amor próprio. Eu já sofri por amor, quem nunca sofreu? Mas foi mais um sofrimento de novela, para ter emoção na vida. Eu não sei porque, mas sempre relevei meus problemas amorosos. A primeira vez que me desesperei por um homem foi com um ano de casamento, com Otto, quando tivemos uma briga feia, antes disso era tudo coisa de cinema, de Malhação. Nunca briguei com mulher nenhuma por homem e nunca fui de dividir osso. Quando soube, com um ex rolinho, que eu estava dividindo osso, tratei de ser dividida também, oras, chumbo trocado não dói. Claro que o relacionamento acabou, mas a emoção da vingança nos meus poucos 15 anos valeu a pena. Sempre soube me colocar no meu lugar. O namoro não ia bem? Mesmo que temporariamente, eu me separava. Se um cara que eu estava afim não me dava valor, eu logo tocava o barco e ia viver minha vida. Engraçado é que depois sempre o trouxa vinha correndo atrás do prejuízo, mas uma vez esnobada, já era, se der, eu esnobo também ou ignoro mesmo. A mulher tem que se amar, se achar linda e poderosa, ninguém segura uma mulher independente (financeiramente, emocionalmente e cia). Se a mulher se ama, será amada por muitos também, poderá até escolher. Uma mulher tem que pensar que aquele homem não é o último do mundo e sim que se levar um pé desse ser, tem uma fila de pretendentes esperando por essa mulher incrível (mesmo que não tenha um só rastro de homem no caminho, eles vão aparecer!). Por isso nenhum ex meu pode reclamar de eu ser a ex chata, sem semancol. Eu sou pós, que ex que nada! A mulher que se ama chega longe, de verdade.

Adoro: Sugar Ray - Someday

Um comentário:

  1. E eu que só queria saber o que acontece comigo? Certas coisas é melhor apenas viver e tentar se desvencilhar das armadilhas do mau humor, e uma delas é não fazer sempre a vontade dos outros, porque se aprendi algo em alguns anos foi que a Vontade Alheia não tem Limites, se der um braço vai ter que se doar de corpo e alma e se tiver alguém que ceda sempre terá algo mais a doar.

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