quinta-feira, 27 de maio de 2010

Dirigir

Eu adoro, amo de paixão dirigir. Sempre sonhei em dirigir na minha vida, tanto que quando eu via alguém com mais de 18 anos e sem carta eu me questionava como alguém com idade legal para dirigir, não dirigia. Depois que eu fui entender que cada um tem um gosto, uns odeiam dirigir, outros tem medo, outros preguiça de aprender mesmo. Não sou pilota, mas posso garantir que nunca sofri um acidente (tirando a vez que a Cris bateu o carro e eu mordi minha língua, mas ela que bateu) e nunca levei multa (por sorte). Quando eu tinha 14 anos eu já sonhava em dirigir, viajava nas idéias com minhas amigas com a possibilidade de fazer 18 anos um dia (como era looonge isso na época), aprender a dirigir, pegar um carro e ir pra praia surfar. Na época eu não dirigia, muito menos surfava, mas o sonho era grande. Com 17 comecei a me aventurar ao volante, dar voltinhas braçudas no quarteirão, levar os amigos bebuns para casa. Com 18 uma das primeiras coisas que fiz foi correr pra auto escola para me matricular. Como na época eu estudava e trabalhava, demorei mais do que gostaria para tirar minha habilitação, mas com 18 mesmo saiu a tão sonhada carta, o que me gerou certa frustração. Fiz a prova prática, fiquei muito nervosa, liguei o pára-brisa na saida do carro, o avaliador do Detran deu risada. Passei, aliviada e depois de uns dias busquei minha carta. Evitei muito dirigir no primeiro ano para não ter minha carta cassada por algum motivo besta, mesmo porque eu era um braço total ao volante. Depois, achando que ia abafar dirigindo, caí do cavalo: meu pai me proibiu de dirigir, tinha medo que eu batesse o carro. Quando fiquei sem trabalhar e não tinha ninguém pra levar o Gugu na escola, futebol e cia, restou confiarem a Kadetteira a mim. Foi aí que a nossa história de amor começou, meu primeiro carro, o Kadett, nunca vou esquecer dele... comecei a levar o Gugu pra cima e pra baixo de carro e meus pais foram pegando confiança em mim. Comecei a ir trabalhar com o Kadett depois, sair a noite, mesmo que raramente, passear. Peguei o jeito do carro, mesmo com aquela direção duuura que dói, foi meu primeiro amor motorizado. No começo do meu namoro com Otto san, a Kadetteira teve um papel muito importante, com ele saímos em nosso primeiro encontro, fomos ao cinema de última hora, o deixei na casa da mãe dele. Vira e mexe íamos para barzinhos na Madelena e em Moema, sempre em compania do Kadett, às vezes com a Elba, quando ele que me buscava. Nosso namoro teve uma boa ajudinha com a Kadetteira, porque eu podia ir quase todos os dias na casa da mãe dele, nem que fosse para dar um beijinho que fosse. O amor foi tanto que logo fomos morar juntos e meu "castigo" veio junto, meu pai me tirou o carro... foi muito ruim, mas a gente tem que fazer escolhas, né? A parte muito ruim é que meu pai vendeu a Kadetteira pro meu primo e ele bateu e deu perda total no carro, quando recebi a notícias quase chorei... nem gosto de lembrar. Hoje em dia amo dirigir, mesmo que a frequêcia tenha diminuído por vários fatores. Depois que casei, dirigi menos, Otto sempre domina o volante. Quando a preguiça bate, eu dirijo. Não sei, apesar de odiar o trânsito, acho que poderia trabalhar tranquilamente com algo que envolvesse dirigir, só precisaria aperfeiçoar a arte de estacionar, meu ponto fraco. Minha paixão por dirigir não para por aí, um dia ainda tiro todas as modalidades de habilitação, vocês vão ver!

Song: Rihanna - Shut Up And Drive

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