terça-feira, 29 de junho de 2010

Hospitais

Taí uma coisa que eu detesto, hospitais. Eu sou chata, não gosto de várias coisas, mas acho que hospitais está no meu top 10, junto com barata, avião, altura, entre outros. Semana passada fiquei doente e fui no hospital ver o que tinha, apesar de já desconfiar da sinusite. Chegando lá, fui pra triagem, tirar febre, pressão, contar o que estava sentindo. Na fila da triagem já quis ir embora, tinha gente doente de tudo que é jeito, um amputado, velhinhos em cadeiras de rodas, pessoas desmaiando e eu lá, bonita, com dor de cabeça, febre e nariz entupido. Essa é a desvantagem de não ter convênio, tem que ir no Servidor pegar fila todo mundo junto, quem está com conjuntivite até quem está infartando... Me senti muito mal em estar ali, ver aquelas pessoas doentes mesmo e eu lá, doentinha, sabe? Comecei até a melhorar, me sentia uma farsa no meio das pessoas que aguardavam atendimento. Esperei, fui bem atendida, apesar da demora e fui encaminhada pro ambulatório. Mais pessoas muito doentes e muita demora. Aproveitei para assistir um dos jogos da Copa (como eu amo a Copa!) e esperar minha vez. Dei sorte, peguei uma médica muito legal e atenciosa, que diagnosticou o de sempre, pra variar. Apesar da demora, dei graças a Deus por estar saindo dali, do meio daquela bagunça, pessoas deitadas em macas no corredor, velhinhas em cadeiras de rodas, crianças berrando. Eu odeio hospitais, pena que com a evolução o número de doenças aumentou a certo ponto que dependemos cronicamente de médicos, hoje mesmo tive o desprazer de ir em um (péssimo por sinal, nunca precisem ir ao Cruz Azul, no Cambuci, é uó!). Quando preciso ir em um hospital me cuidar, procuro sair do jeito que entrei, rápido. Quando minha avó internou, há uns anos atrás, fiquei com péssimas lembranças, tanto que cheiro de hospital já me faz mal. Quando vou visitar alguém, tento não me demorar pra chegar no quarto da pessoa e se a visita fica longa, fujo para o berçário para namorar os bebês. Uma vez fui visitar uma amiga que quebrou o maxilar no Hospital São Camilo. Ela mal falava por causa da cirurgia na boca, então não quis incomodar. No mesmo andar dela ficava o berçário, fiquei uns 20 minutos olhando para os bebês, fofos, gordinhos e tão inocentes... ficam se mexendo, olhando pra cima, nem imaginam a vida toda que tem pela frente. Ainda bem que existem os berçários para salvarem minhas passagens por hospitais =)

Sem música hoje, só ouvindo tiros e bombas do maldito video game...

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