quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Max Maionese

Ele está aqui, servindo de apoio para os meus pés, parece que sabe que eu preciso disso mais do que nunca. E olha que eu nem pedi, ele simplesmente veio e se colocou embaixo dos meus pés. Essa é a segunda vez que isso acontece essa semana. Cachorro é um ser inteligente e grato que só. Ele me olha com cara de amor, muito amor. Meu pai, que acho que, junto com minha mãe, são as pessoas que mais me amam no mundo, diz que nada no mundo me ama mais que o Max. E tô pra concordar com ele.

Max tem 6 anos e meio de muita vida. Parece que ele chegou numa fase adulta descansada, está maduro. Continua brincalhão, mas vira e mexe ele tá lá, deitado, esparramado na lajota se refrescando nesse legítimo verão, suspirando gostoso. Está menos birrento, raramente faz xixi dentro de casa, espera até quando estou deitada, com preguiça. Parece que até isso ele entende, que estou de férias e que, por causa do meu bichinho, não consigo levantar tão fácil. E por isso não consigo levá-lo pra fazer xixi cedinho como sempre. Nisso ele aproveita e se estica comigo na cama, vindo de vez em quando me dar um cheiro na orelha, que me faz abrir o olho dando risada.

Ele também está aprimorando a técnica de andar de carro. Como estou de férias, vou pra cima e pra baixo com ele, faça chuva, faça sol, pra treinar e pra não deixá-lo sozinho. Ele parece entender o que eu digo (e deve mesmo entender). Ele não vomita no carro como fazia quando era mais novo e nem tenta se jogar da janela, pequeno aventureiro suicida. Agora ele fica no banco de trás todo pomposo, em pé, olhando as pessoas da janela. Vejo pelo espelho a cara dele toda estranha por causa do vento, ele com a bocona aberta, se divertindo. Quando falo pra ele sair da janela, ele desce na hora. Troco altas ideias com ele sobre o novo morador da casa, explico que ele não poderá comer o irmãozinho, espero que isso ele entenda, de verdade.

Agora Max vai quase que diariamente passar o dia comigo na minha mãe. Ele não faz xixi na casa dela, brinca com a Lua, dorme, faz a maior festa com meus pais. Isso começou no Natal, quando minha mãe deu a ideia de levá-lo comigo pra casa dela e nunca mais parou. Ele adora ir pra minha mãe e chegamos num avanço nunca visto: posso sair para dar minhas voltas que ele não dá um trabalho pra minha mãe!

A veterinária disse que ele vai durar muitos anos. Guardo essa frase com carinho na memória e a relembro todo dia. O Max é muito da família e não queria que ele fosse nunca. Espero, do fundo do coração, que ele dure muito, com saúde e que eu e minha família possamos fazê-lo muito feliz, assim como ele me faz.

Te amo, meu jurubiro!

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