terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Viagem ao Piauí 2010

Comecei esse post no dia 14 de julho de 2010 e nunca mais terminei. Apaguei o pouco que estava escrito, não achei pertinente continuar de onde parei, mesmo porque tanta coisa aconteceu. Essa viagem foi boa, muito boa e minha vida mudou tanto depois que voltei dela. Acredito que nem fui atrás de terminar de escrever esse post justamente pelas mudanças repentinas que ocorreram, acho que nem lembrei de blog, nem tinha pique pra escrever.

Agora que a vida toma outra forma e tudo se encaixa em doses homeopáticas (mas se encaixa mesmo assim), resolvi caçar posts incompletos e achei esse aqui. Quando bati o olho lembrei o que sempre disse, que deixei o que conhecia por vida no Piauí em 9 de julho pra buscar em outra vida. Tudo ficou tão maluco depois. Hoje vejo que há "males" que vem para bem.

A viagem de 2010 foi muito boa e ainda bem que eu aproveitei bastante, porque muito provavelmente eu não vá pra terrinha esse ano, só ano que vem, e muito bem acompanhada. Esse ano fui só com meu irmão e meu pai, suficiente para me deixar louca (ainda bem que era só uma viagem). Mesmo assim, foi bom, conheci cidades e pessoas novas, revi pessoas e lugares queridos.

Peguei o avião com o Gu em GRU, meu pai já estava em Teresina nos esperando. Fizemos uma escala no Rio de Janeiro (lugar lindo, diga-se de passagem).


Avião em escala no aeroporto do Rio de Janeiro

Chegamos em Teresina e a primeira coisa que me familiarizou com lá foi o calor. Desci do avião e logo veio aquele bafo quente característico de lá. Meu pai nos esperava com meu primo, mal dormimos, chegamos de madrugada. Logo cedo pegamos um ônibus para uma cidade nova pra mim, Amarante. Emburrei de início, não queria ir pra lá, não sabia nada sobre o lugar. Depois me arrependi, é um dos lugares mais aconchegantes do Piauí, pretendo voltar lá um dia. Conhecemos o Pequeno, irmão do Juracir (amigo de infância do meu pai), que nos levou para vários lugares, entre eles uma praia de rio e um alambique de cachaça, ótimos passeios! Almoçamos um peixe maravilhoso chamado surubim.


Praia de rio de Amarante


Nosso guia Pequeno e a (ótima) cachaça Lira

No fim do dia fomos para o interior de Amarante, ficar na casa de uns parentes do Juracir. Foi bom, muita calmaria, bom pra descansar. Próximo a casa em que ficamos tinha uma fábrica artesanal de farinha de mandioca. Ganhei um saco enorme para dividir com os amigos e família em Sampa.


Nosso quarto no interior de Amarante

No dia seguinte fomos para outra cidade chamada Floriano. Dessa eu não gostei tanto porque ela não tem o charme das cidades pequenas e nem a praticidade da cidade grande, ela fica no meio termo. Isso me desesperava porque não tinha nada diferente para eu me aventurar e explorar, mas também não tinha um shopping por perto para passear... fora que comida boa como em Amarante era difícil de encontrar. Valeu para conhecer, mas não pretendo voltar lá.

Antes de irmos para Picos, passamos o dia em uma cidade chamada Guadalupe. Não tinha nada demais, apenas uma barragem, mas valeu pela alegria do meu pai. Ele trabalhou lá quando bem jovem e se emocionou em rever o lugar em que trabalhou e quando reencontrou um amigo daqueles tempos. Ele até chorou, o que me assustou um pouco na verdade, só tinha visto meu pai chorar quando minha avó paterna morreu.


Balneário de Guadalupe

Pegamos o ônibus e fomos para Picos. Meu pai sempre falou muito bem dessa cidade, mas não esperava muito de lá. No fim gostei muito de lá, dos bares, restaurantes, do mercado de rua, da comida, das primas que não via há anos. Conheci restaurantes muito bons, aprendi a andar pela cidade toda, passei noites conversando com minhas primas, atualizando nossas vidas e descobri que gostávamos muito de beber Coleguinha Jurubeba, uma bebida típica de lá, enjoativa, mas boa que só.


Restaurante 'O Rei do Cangaço', em Picos

A viagem seguiu e fomos para o Sambito, o melhor lugar para ficar quando vou para o Piauí.


A caminho do Sambito, céu lindo demais!

Chegamos ao Sambito e lá ficamos por uma semana mais ou menos. A parte ruim é a falta de comunicação, não existem telefones por lá, só alguns orelhões, que sempre estão quebrados. Minha sorte é que dessa vez meu primo comprou um celular rural, que seria um telefone fixo que depende de uma antena bem grande instalada no quintal para funcionar. Os parentes que mais gosto moram lá, os irmãos do meu pai, minhas primas. Lá tem bastante bichos e adoro cuidar deles. Em julho sempre tem cabritos novinhos que dependem de mamadeira, cuidar deles é uma terapia pra mim. Lá é bom pra dormir também, nadar em rio, meditar. Os dias passaram voando, logo meu pai voltou pra São Paulo e eu fiquei com o Gugu por lá mais uns dias, até partir para Picos novamente.


Terapia


Paisagem do Sambito, tempos de seca


Lupi e o pôr-do-sol


Pôr-do-sol no Sambito


Dado

No fim, voltamos para Picos para rever o pessoal. Eu achei que não tinha necessidade, mas o Gustavo bateu tanto o pé que cedi. No fim ele mesmo viu que não tinha necessidade de voltarmos lá... passamos em uma festa de aniversário da cidade de Pimenteiras antes de voltarmos para Teresina.

Aproveitei nossa última escala para curtir minhas primas de lá, que são uns amores. Passeamos, fomos ao shopping, fofocamos, como fazemos todo ano que vou pra lá. Fomos para o aeroporto de madrugada, rumo a Sampa. Fizemos uma escala em Fortaleza, já era dia e deu para ver bem aquela cidade linda de tudo, que vontade que deu de passear por lá outra vez... chegada em São Paulo exaustos, de manhã, depois de uma longa e boa viagem. O Piauí sempre deixa saudade, espero poder passar lá, nem que seja uns poucos dias, esse ano ainda.

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