domingo, 13 de março de 2011

La Barrios

Hoje é dia de escrever sobre a Bruna Barrios e isso vai ser fácil, duro é lembrar tanta coisa que a gente fez em um ano só.

Por onde começar? Bom, como conheci a Bruna: entramos juntas na Federal, oras. Mas não foi fácil assim. A Bruna foi uma das últimas pessoas que falei na minha sala, ela sentava meio longe de mim e eu achava que ela tinha uma cara de fresca... ela mal falava comigo e quando a gente tinha que se falar, era só o necessário. Ela andava com o pessoal dela, eu com o meu. Me dava bem com a sala inteira, só achava ela e um cara da sala metidos, vai entender. Tenho mania de não simpatizar de cara com meus melhores amigos, deve ser isso.

Tudo caminhou assim até que aconteceu a viagem pro Petar, em que ficamos no mesmo quarto, nem me lembro o porquê. Tudo o que a gente não se falou, toda a empatia que não tinha acontecido até então, aconteceu. Grudamos. Conversamos até altas horas. Bebemos até. Jogamos truco. Afinidades aparecendo, gênios batendo. Quando a viagem acabou, éramos amigas, assim, do nada. Como na época ela era menor e eu casada, a gente não saía, nossa amizade era restrita à Federal. O primeiro semestre acabou, vieram as férias. Fui pro Piauí, nos falamos pouco, não nos vimos. Em julho ela fez 18 anos, eu me separei. Agosto chegou, junto com as aulas, começou o segundo semestre, o X2, módulo mais difícil da faculdade.

Quando voltei pra Federal, tinha muito o que contar e explicar. Juntei a Bruna e o Val (outro grande amigo nosso) e contei sobre a separação. Se faltava algum laço para nos juntar de vez, foi esse. Na época eu fiquei sem entender e eles me ajudavam com hipóteses, clareavam minhas ideias, me consolavam lá no Bigas, bar da faculdade. Começamos a fazer todos os trabalhos juntos. Nisso, eu e a Bru começamos a sair muito juntas, mas muito mesmo. Cada passo que eu dava (e dou) contava pra ela e ela idem. Depois que ela comprou o TIM com ligações ilimitadas, lascou, nos falávamos 100 vezes por dia.

Depois do luto da separação, fomos (re)apresentadas à noite de São Paulo. Eu voltei a sair, ela começou a sair de verdade. Nessa fomos a barzinhos legais, baladas furadas, festas open bar, picos descolados. Noites essas que terminavam na minha casa, com uma boa manhã de sono e Engov, sempre com o lema bêbado "a amizade prevalece". Tirando as aulas na faculdade, que são um episódio à parte, essas noites malucas tiveram história, empurrei pra ela um carioca maluco que, dias depois tomei pra mim, tapeamos seguranças para ela entrar em balada sem RG, bebemos muitos Cosmopolitans e Apple Martinis... não tinha balada ruim e sim balada sem bebida.

Hoje em dia a nossa amizade é mais firme do que nunca. Em apenas um ano, Bru cresceu pra caramba, mais mulher a cada dia que passa. Trabalhadora, inteligente pacas, não pega DP por nota. Tem um corpão lindo, mas cisma que tá gorda, tenho que bater nela por isso. Adora aprender, faz inglês, tem uma facilidade absurda nas aulas de espanhol da faku, faz aulas de piano. Acompanhou passos importantes da minha vida, foi a primeira a saber que eu estava grávida do Arthur e a primeira (junto com o Val) a dizer que era um menino a caminho. É uma amiga importante pra mim, que eu amo, me preocupo e vou guardar pra sempre todos os momentos loucos e histórias que passamos e ainda vamos passar juntas!

Amo você, dona Barrios. Ah, e o Arthur também!

3 comentários:

  1. Que linda que vc é, amiiga!! Chorei, juro! hahaa amo vcs s2. By bruuu

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  2. Nesse dia eu já estava grávida do Arthur e não sabia =)

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  3. olha minha cara de bebada nessa foto! pqp... =P

    by bruu

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