terça-feira, 5 de abril de 2011

He likes to move it, move it!

É bom escrever de vez em quando, porque o tempo passa tão rápido que a gente acaba esquecendo dos pequenos detalhes, dos momentos. Ontem Arthur chutou tanto, mas tanto que eu me surpreendi. Na verdade eu me surpreendo a cada dia que passa, a cada graminha que ele engorda. Parece que a cada dia que passa os chutes ficam mais fortes e vigorosos. Com a força dos chutes, minha costelinha direita está sofrendo. Arthur se apóia nessa costela, creio que com o pé, mas pode ser o cotovelo também, pelo ultrasom vi que ele tem o braço comprido como o meu. Quando ele se apóia, me falta ar. Eu dou risada, converso com ele, massageio e ele "solta" minha costela. Ele se mexe tanto que às vezes dou risada sozinha, no meio da aula, assistindo TV. Arthur é genioso, só podia ser meu filho mesmo. Se eu cruzo os braços e apóio a mão na barriga, ele chuta, como se estivesse reclamando. Se como algo doce, ele samba que só. Se como muito, ele chuta o estômago, deve ficar incomodado com o aperto. Se a dinda Dani começa a contar uma história com aquele jeitão italiano dela, gritando, ele se mexe, como se reconhecesse a voz. Quando o Max se encosta na curva da barriga, acho que pra sentir o coração do Arthur, ele chuta também, deve ser a conversa deles. Aliás, depois que engravidei, Max nunca mais pisou na minha barriga, acho que ele sente que tem outro serzinho muito amado por mim crescendo aqui. Max fica meio enciumado quando começo a dobrar as roupinhas do Arthur, mas aí dou um macacão pra ele cheirar e ele deita na cama dele, abraçado no osso, com aquele ar de "agora sim, tô participando".

O tempo está voando e cada dia mais Arthur chuta, se sacode aqui dentro, torna meus dias mais bonitos, mais emocionantes. E finalmente eu confirmei uma coisa: eu nasci pra ser mãe. Acho que, mesmo que eu negasse, eu sempre quis um filho, sempre quis gerar, carregar, amar uma criança, tudo ao mesmo tempo. Agradeço a Deus por poder passar por isso, um filho é um presente na vida de uma mulher!

Amo você, meu filho, obrigada por me escolher como sua mãe!

E será que você vai gostar de Jack Johnson? A gente ouve tanto o álbum In Between Dreams... agora estou ouvindo Better Together, sempre bom, filhote.

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