sexta-feira, 22 de abril de 2011

Irmão mais velho

Enquanto escrevo, Max está deitado perto de mim, na cama, morrendo de calor. Está na frente do ventilador, visivelmente incomodado. Observar o Max é uma terapia, as caras e bocas que ele faz. Agora meu irmão foi deitar com ele, pra ficar na frente do ventilador também e o Max não gostou muito, genioso...

Apesar da gravidez, meu amor pelo Max não mudou nada, por sinal estamos mais apegados. Ele foi um grande companheiro para mim a gravidez toda, ainda está sendo. Ele deita no contorno da minha barriga desde o começo e nunca pisou no Arthur, parece que sabe que ele está aqui em mim desde sempre. As pessoas dizem que eu vou ignorar o Max com o nascimento do bebê. Alguns dizem que devo doá-lo (e eu fico put* quando ouço isso). Estou procurando um bom adestrador pra ele, pra ele ficar um pouco mais educado por causa do Arthur, mas nem cogito doar meu Max. Ele é como um irmão mais velho do Arthur, um filho pra mim.

Me preocupo muito com o Max. Ele tem sempre as vacinas em dia, toma além das necessárias, como gripe e giárdia. Passeia bastante, tem umas roupas pro frio, está sempre tosado. Além do mais ele é carinhoso, fiel e tem um olhar... ah, o olhar do Max é imbatível, uma mistura de piedade com charme, um legítimo vagabundo malandro, como no desenho da Dama e o Vagabundo (tudo bem que meu bola está bem mais gordo que o Vagabundo, rs).

Quem tem cachorro sabe do que estou falando, que o danado vira um membro da família, importantíssimo, diga-se de passagem. Na casa dos meus pais tem a Lua, que é dona da casa praticamente. Depois que saí da casa dos meus pais, até vestido da Hello Kitty a danada tem. E quem nunca teve, ainda vai se apaixonar por um...

Agora eu vou lá, dar uns apertos no meu gordo, que se esparramou no chão e dominou a frente do ventilador.

Ouvindo Santeria, do Sublime.

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