segunda-feira, 18 de abril de 2011

Por que Arthur?

Pouco antes de eu engravidar, escrevi um post sobre o nome do meu filho, que se chamaria Derik. Adoro esse nome, mas ele tinha uma história toda e tal, que tem a ver com o Derek Shepherd do Grey's, aquele bonitão calhorda, sabem? Tudo bem que depois que descobri o Mark Sloan, o "bonitão" do Shepherd nem era mais tão bonitão assim...

Enfim, mesmo amando esse nome, não o escolhi para o meu pequeno Arthur. Por quê? Simples, eu tive um sonho. E sonhos são muito importantes na família Rhein Pereira. Quando descobri que estava grávida, muitas pessoas tinham certeza que era menina. Eu sentia que era menino, mas ficava convencida com as amigas de que era uma menina a caminho. Escolhi o nome Ana Beatriz. Uma noite, sonhei com a voz de minha avó materna, dizendo que não, que se meu bebê fosse menina, deveria chamar Maria Luiza. Nome escolhido, mas eu ainda achava que era menino...

Certa noite, logo que completei 3 meses de gravidez, tive um sonho revelador. Sonhei que ia à casa de uma amiga querida, a Lia Drumond, que na época do sonho ainda estava grávida do Aquiles. Sonhava que ia até a casa dela pegar uma fralda emprestada, pois as fraldas do ARTHUR tinham acabado. Ela estava no quarto do Américo, trocando o Aquiles, que era cabeludo e moreno (titia morreria de fome como mãe Diná, Aquiles é lorinho assim como Américo...) e eu deitava um bebê branquinho, com coxas gordinhas e via o peruzinho dele, mas não via seu rosto. Contei o sonho pra Lia no dia seguinte, ela e outras pessoas me disseram que era comum não vermos o rosto dos nossos filhos em sonhos, para amarmos o que vier. Deve ser verdade, ainda não vi o rostinho do meu Arthur nos sonhos. Já sonhei que ele era loirinho de cabelo ralo e também que nascia com uma peruca preta, assim como eu nasci.

Também contei pra ela, assim como para algumas amigas próximas, que tinha certeza que meu filho era menino e que se chamaria Arthur. No fim de janeiro, fiz um ultrasom com o intuito de descobrir o sexo, mesmo sabendo que meu bebê era um pingoleiro, um meninão. Um dia antes, no serviço, TODAS as mulheres disseram que meu Arthur era menina. Nem retruquei muito, sexto sentido de mãe é cruel e infalível. Avisei que elas estavam erradas e que meu filhote era um molecão mesmo.

Dia 22 de janeiro fui cedinho ao laboratório, acompanhada da Dani e do Bru. Assim que o médico colocou aquele gel frio na minha barriga e, com o aparelho, as primeiras imagens surgiram, eu gritei "é menino!". E o médico perguntou como eu sabia. Eu disse que simplesmente sabia. Uns minutos depois eu vi, ele tinha peru! E gritei de novo "é menino!". E o médico disse "dessa vez você acertou, menino!".

Fiquei muito, muito feliz. Se um dia eu tiver uma filha, mordo minha língua, mas nasci para ser mãe de menino. Sou agitada, sem frescura. Tenho irmão, sobrinho, tive dois enteados. Gosto de jogos de quadra, de desenhos, de parque de diversões. Conheço bem o mundo dos meninos e me daria muito bem como mãe de um. O pai ficou feliz, a Dani muito emocionada. Ganhei o dia, mãe de um menino! Era meu Arthur, já avisei na hora do ultrasom. O pai não teve nem coragem de reclamar, todos gostaram do nome (ah bom!).

Hoje em dia a espera e ansiedade são grandes. Todos querem conhecer meu pequeno. Todos já o chamam pelo nome, conversam com ele, paparicam. Estamos todos ansiosos, a família, os amigos. Menos de 3 meses, como passou rápido! Não vejo a hora de poder dar um beijo e um cheiro no meu filho, minha razão de viver (ok, sou uma coruja legítima).

O peru do Arthur

Nenhum comentário:

Postar um comentário