sexta-feira, 22 de abril de 2011

Reforma

Reformar a casa é um sonho de muitas pessoas. Tem gente que se enfia em dívidas imensas, empréstimos, tudo para conseguir aumentar um cômodo na casa ou reformar o puxadinho. Eu, que não me ligo nada em decoração, reforma e cia, nem pensava muito nisso. Falava "ah, um dia eu reformo a casa". Com a chegada do bebê, a reforma se tornou quase uma necessidade. Meus pais me ajudaram muito nesse processo, me pressionaram também, digamos, rs.

A ajuda deles foi fundamental. Me ajudaram a escolher piso, cores de tinta, marcas, arrumar pedreiro, a pagar pelas coisas. Foram verdadeiros anjos pra mim e pro Arthur. No fim o clichê aparece de novo, ou melhor, os clichês: que no fim tudo dá certo, mesmo quando parece impossível das coisas se consertarem. E que você pode girar, bater a cabeça, mas no fim nossos pais sempre estão lá, dispostos a nos ajudar, a nos desafogar.

Tudo foi decidido em questão de dias e a correria começou. Procura por um bom pedreiro, orçamento de materiais de construção, buscar as compras, escolher cores, pisos. No fim deu tudo certo. Ainda estou me recuperando do processo da reforma, porque apesar do resultado ser ótimo, o processo é um saco, cansativo demais. Minha casa cheira tinta ao ponto de eu me sentir drogada lá dentro. Meu nariz está entupido e eu, irritada, mais chata do que já sou. Muitos dias acompanhando a obra, sem entender bulhufas. A casa está linda, o quarto do bebê está se ajeitando, que era o que eu mais queria. Graças ao apoio das vovós, meu filhote terá um quarto lindo de viver, já estou imaginando. O resultado está sendo gratificante, mas ainda falta comprar puxadores, uma nova persiana, talvez uma persiana pro meu quarto, uma nova tampa para a privada, enfim, ainda não acabou a reforma. Amanhã o pedreiro vai instalar os novos lustres, que graças ao bom gosto da mamis, ficarão lindos na sala!

No quarto do Arthur ainda vai rolar muita água. Falta chegar o berço e a cômoda dele. Ainda vamos comprar a poltrona de amamentação, a mesinha, o tapete, a cortina, o abajur... ontem fui mexer no quarto dele e quase morri. O moleque tem uma porta de armário só de fraldas. Quatro gavetas com roupas de cama e roupas, muitas roupas pra ele. E claro, muitos sapatos, afinal ele é meu filho. Tem um andador, dois carrinhos (um na minha mãe, graças a Deus), um berço portátil. E meu quarto? Um armário e uma cama, na maior humildade, rs. Doei metade dos meus sapatos e pretendo doar metade das minhas roupas, tenho muitas. Vou aproveitar o gancho da reforma pra isso. O que eu tenho é mais do que suficiente, agora minha razão de viver tem um nome curto e forte: Arthur =D

Por ele, até uma reforma chatíssima vale a pena!

Feliz Páscoa à todos!

Ouvindo If I Had Eyes, do Jack Johnson

Nenhum comentário:

Postar um comentário