quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Os maiores genocídios da história

Desde que os romanos destruíram Cartago, em 146 a.C., povos tentam exterminar uns aos outros. Mas as atrocidades mais escabrosas foram cometidas no século 20.

10º lugar
Onde: Camboja
Quando: de 1975 a 1979
Total de mortos: 1,7 milhão

Em apenas quatro anos, o ditador Pol Pot (1925-1998), acabou com 20% da população do próprio país. Professores, jornalistas, pessoas que usavam óculos, chineses, vietnamitas, budistas, muçulmanos... Qualquer um que pudesse ser caracterizado como intelectual ou estrangeiro era detido em campos de concentração para morrer de fome.

9º lugar
Onde: Leste Europeu
Quando: 1945
Total de mortos: 1,5 a 2 milhões

Após a 2ª Guerra Mundial, o ditador Josef Stalin (1879-1953) exigiu que alemães morando em territórios recém-dominados pela União Soviética (antes controlados por Hitler) voltassem para seu país de origem. A pé! No trajeto, famílias inteiras foram agredidas ou assassinadas. Só na Polônia, mais de 1 milhão de alemães morreram.

8º lugar
Onde: Turquia
Quando: de 1915 a 1923
Total de mortos: entre 2 e 2,7 milhões

No calor da 1ª Guerra Mundial e nos anos até a dissolução do Império Otomano, o governo turco forçou minorias ao exílio, em longas caminhadas rumo a campos de concentração onde hoje fica a Síria. Morreram de 1 a 1,5 milhão de armênios e 750 mil assírios. Gregos e curdos também foram expulsos ou condenados à morte por inanição.

7º lugar
Onde: Bangladesh
Quando: 1971
Total de mortos: entre 2 e 3 milhões

A separação da Índia com o Paquistão, em 1947, desengatilhou uma série de tentativas de genocídio entre mulçumanos, hindus e sikhs na região. Para piorar, em 1971, a porção leste do Paquistão entrou em guerra para se tornar um Estado independente, Bangladesh. O governo paquistanês reagiu de modo radical, matando separatistas e seguidores.

6º lugar
Onde: Congo Belga
Quando: década de 1890
Total de mortos: entre 5 e 8 milhões

Em geral, quando um país europeu colonizava um território, não tinha o objetivo de exterminar os nativos - eles costumavam morrer por contrair doenças antes exclusivas dos "homens brancos". Mas, no Congo, foi diferente. O rei belga Leopoldo II (1835-1909) massacrou a população e a escravizou para trabalhar na extração de borracha.

5º lugar
Onde: Ásia Central
Quando: século 14
Total de mortos: 17 milhões

O mongol Tamerlane (1336-1405) pretendia resgatar a glória do império de Gengis Khan (1162-1227), mas com caráter islâmico. Partindo da Turquia, massacrou povos dominados em vastos territórios do Oriente Médio, na Ásia Central e na Mongólia. Sozinho, exterminou 5% da população mundial da época.

4º lugar
Onde: Europa
Quando: de 1939 a 1945
Total de mortos: entre 17 e 20 milhões

Quando o mundo descobriu o horror dos campos de concentração nazistas, a palavra genocídio nem existia. Nunca antes, nem depois, um governo organizou uma infraestrutura tão eficiente em matar pessoas. A Alemanha de Hitler dizimou 6 milhões de judeus e 10,5 milhões de eslavos. Também perseguiu gays, ciganos, romenos e sérvios.

3º lugar
Onde: União Soviética
Quando: décadas 1930 e 1940
Total de mortos: entre 20 e 25 milhões

Outra de Josef Stalin. O tirano russo adotou técnicas variadas para perseguir rivais políticos. Entre 1932 e 1933, por exemplo, forçou a Ucrânia e Cazaquistão a exportar todos os seus alimentos, matando os nativos de fome. Populações inteiras de outros países foram desalojadas e exiladas na gelada Sibéria.

2º lugar
Onde: Ásia e Leste Europeu
Quando: século 13
Total de mortos: 40 milhões

Tamerlane até tentou, mas, em total de mortos, não conseguiu superar seu ídolo. Gengis Khan exterminou todos os que não aceitassem sua ideia de uma grande confederação mongol. Homens mais altos que uma roda de madeira eram mortos. Mulheres, idosos e crianças viravam escravos. Vilas inteiras eram incendiadas.

1º lugar
Onde: China e Tibete
Quando: de 1958 a 1969
Total de mortos: entre 45 e 70 milhões

Entre 1958 e 1962, o líder comunista Mao Zedong (1893-1976) liderou o "Grande Salto Adiante", uma reformulação econômica que pretendia transformar a China em uma potência industrial - mas que, no fim, provocou um colapso que levou pelo menos 40 milhões de pessoas a morrer de fome. Entre 1966 e 1969, uma nova perseguição: a chamada Revolução Cultural caçou minorias, seguidores de qualquer religião e cidadãos delatados por questionar o regime. O país ficou cheio de campos de concentração e as famílias eram obrigadas a pagar pela usada para matar os condenados.

Fonte: Revista Mundo Estranho, julho/2013.

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