segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Tempo é dinheiro (e muitas outras coisas mais)

Sempre valorizei muito meu tempo, mesmo. Sempre estudei, trabalhei, curti, viajei, dancei. Uma época eu estudava em dois lugares diferentes e fazia estágio pela manhã. Para mim sempre foi um prazer estudar, ficar em casa era uma besteira, dormir uma perda de tempo. O negócio era sair, passear, curtir, como se não houvesse amanhã. Eu ainda sou um pouco assim, mas dei uma pisada no freio porque agora tenho o Arthur, né? Tudo bem que com uma semana eu já estava fazendo mercado com ele, com um mês viajando, mas faz parte, rs.

E aí eu estava pensando esses dias, cara, eu preciso valorizar meu tempo. Eu gosto do meu trabalho, mas trabalho 9 horas por dia e ganho pouco. Tenho as vantagens, que é poder levar meu filho ao médico ou faltar sem (muita) cara feia, 45 dias de férias ao ano e horários alternativos de trabalho nas férias da molecada. Isso tudo pra quem é mãe é uma mão na roda. Ainda por cima dependo muito financeiramente do meu marido, ainda bem que ele é bonzinho, mas eu queria muito ter minha independência financeira. Eu sou péssima dona de casa e não sirvo para ficar em casa sem trabalhar. Além de enlouquecer, iriam me crucificar porque eu seria a relaxada que não faz nada e ainda não cuida da casa, rs. Mas trabalhar 9 horas por dia com filho pequeno é cruel, me sinto tão culpada! Sinto tanta saudade dele... queria poder levar o Arthur para uma natação duas vezes por semana, ir a um parque ou algo mais simples, como descer com ele no parquinho no prédio durante a tarde, sabe? Esses dias que eu fiquei em casa porque estamos os dois doentes foram tão gostosos... brincamos, vimos desenhos, fomos ao parquinho mais de uma vez, andamos pelo prédio...

Aí você pode virar pra mim e dizer, passe em outro concurso público. E isso é o que mais quero na realidade, mas por falta de tempo e de cérebro não consigo estudar e consequentemente, passar nas provas. Cogitei trabalhar em casa fazendo doces para vender, já que esse talento Deus me deu caprichado, mas morro de medo de ser autônoma (mas juro que vivo estudando, tentada, essa opção). Penso em tirar licença sem vencimento ano que vem e me arriscar por outras bandas de trabalho, afinal, se tudo der errado tenho meu carguinho amigo me esperando de volta. Honestamente? Espero não ter que voltar. Nada pessoal, só quero algo melhor para mim e minha família. Quero poder ajudar meu marido (pelo menos não dando gastos para ele) e ao mesmo tempo ter mais tempo para minha família. Difícil, não?

Morro de orgulho das minhas amigas zécutivas, mas de verdade, não morro de inveja. Essa vida não é pra mim. A madrinha do meu filho é admirável, espalho aos 4 ventos o quanto tenho orgulho dela. Mas sei também que ela trabalha bem mais que 9 horas por dia, às vezes trabalha de fim de semana, passa stress. Em troca, ela é bem sucedida, ganha bem e vai ganhar cada vez melhor porque é muito esforçada e dedicada. Mas pra mim não dá. Já tentei me imaginar, mas não rolou. Tenho outras amigas sucesso nessa área, mas todas tem algo em comum: não tem filhos e nem querem ter tão cedo. Por isso já decidi e espero não voltar atrás, rs: não quero ser zécutiva.

Aí você pode pensar, "pô, mas você tá velha para pensar no que quer da vida". E eu acho que nunca estaremos velhos para termos essas dúvidas... quem nunca ouviu aquela história do senhorzinho que foi fazer medicina com não sei quantos anos? E aquele casal do blog que adoro Viajo, Logo Existo, que largou tudo, carreira de sucesso, apê montado para se aventurar pelo mundo de Jipe?

Depois de tanta brisa, tantos pensamentos, cansaço, luta, decidi que tenho que dar um rumo na minha vida, nas minhas escolhas. Fiz vários cursos, tenho um bom inglês, adoro ler, adoro curiosidades, filmes, seriados, ler jornais. Estou terminando a Federal, é questão de honra por sinal! Só de lembrar que fui até o último dia da minha gravidez pra aula, para visitas técnicas, que perdi um show do David Guetta para apresentar um trabalho de Ecologia, que levei Arthur novinho para assistir aula comigo... tantas coisas que PRECISO terminar esse curso. Fora que será muito legal ter um diploma do IF. Vou terminar tudo direitinho e me aventurar por novos caminhos, com força e coragem (se Deus, Jah e cia quiserem!).

E tudo isso, essas dúvidas, medos, culpa, reflexões, tudo por causa disso, dá pra resistir?? Como cresce rápido... até assusta! Mas é a razão da minha vida, minha fortaleza, esse porcaria aí, rsrsrs!




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