quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Animais podem ter câncer?

Sim, e essa é uma das principais causas de morte entre os bichos em cativeiro. Isso porque a doença é comum em mascotes mais velhas, e a expectativa de vida dos animais (tanto domésticos quanto de zoológicos) aumentou com a melhora dos recursos e dos cuidados que eles têm. Da mesma maneira, o tratamento contra o câncer também se aprimorou e utiliza os mesmos métodos aplicados em seres humanos. Os custos variam muito para cada caso, podendo chegar a R$4 mil em um mês, com cirurgia e exames. A quimioterapia sozinha exige cerca de R$1,5 mil mensais. A cura é possível, mas geralmente o objetivo é só prolongar a vida do bichinho com qualidade.

- Câncer de mama: comum em fêmeas, está ligado aos hormônios. A melhor prevenção é castrar o bichinho o quanto antes, de preferência até o segundo cio. É fácil de perceber, pois aumenta o volume na região da mama e cria nódulos. O tratamento é feito com cirurgia aliada à quimio. Às vezes, só a operação já cura. As chances de sucesso no tratamento do câncer de mama são boas (mais para cachorras do que para gatas).

- Tumor venéreo transmissível: é bem comum no Brasil pela falta de hábito de castrar os animais. Só atinge cães e passa de um a outro por cópula ou contato social. Os indícios são secreções com sangue, aumento de volume nos genitais e excesso de lambedura. Para tratar, utilizam-se quimioterapia e cirurgia e a chance de cura é alta.

- Câncer de pele: Assim como nos humanos, a doença pode vir da exposição à radiação solar - por isso, existem filtros solares especiais para os bichos. Os de pelo branco têm mais chances de pegar. Sintomas incluem a formação de nódulos e feridas. Há diversos subtipos, e a chance de cura varia. A maioria é tratada com cirurgia. É comum que o câncer de pele aconteça em regiões de pelo curto, como barriga, focinho e orelha.

- Linfoma: alguns dos sintomas são apatia, perda de peso e falta de apetite. A causa para cães é desconhecida. Já para gatos, o câncer pode estar relacionado a uma contaminação viral (prevenida com vacinas). O tratamento é feito só com quimioterapia, que aumenta o tempo de vida. Mas só 5% se curam.

Fonte: Revista Mundo Estranho, julho/2013

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