terça-feira, 22 de outubro de 2013

Quando a ciência é má

Aproveitando o embalo do caso do Instituto Royal, posto hoje parte de uma reportagem sobre experiências macabras que já foram feitas no decorrer da história. Para quem se interessar, o restante da reportagem pode ser encontrada na revista Mundo Estranho de julho deste ano.

Crueldade animal: o uso de cobaias em laboratório já é polêmico. Mas fica ainda pior quando o experimento não serve para praticamente nada.

É dose pra elefante
Quando: 1962
Onde: EUA

Disposto a descobrir se era possível gerar um comportamento agressivo em elefante, o pesquisador Warren Thomas, da Universidade de Oklahoma, injetou no bicho 300mg da droga LSD. O animal sofreu um colapso e morreu duas horas depois. A incrível conclusão do estudo: elefantes são muito sensíveis ao LSD! #gênio

Gaiola dos viciados
Quando: 1969
Onde: EUA

Tentando estudar a dependência química, pesquisadores ensinaram um grupo de macacos a aplicar em si mesmos morfina, cocaína, álcool e anfetaminas. As consequências foram desastrosas. Um quebrou o braço tentando escapar da jaula. Outros arrancaram os próprios dedos ou os pelos da barriga e do braço. Dois morreram.

Planeta dos macacos
Quando: 1926
Onde: URSS

Especialista em híbridos, o biólogo Ilya Ivanov recebeu apoio do ditador Josef Stalin para desenvolver uma mistura de macacos com humanos. A intenção era formar um exército superforte. Para isso, chegou a inseminar macacas com sêmen humano e mulheres com sêmen de primata. Nada funcionou.

Tecelãs malucas
Quando: 1995
Onde: EUA

A agência espacial Nasa tentou identificar o nível tóxico de diferentes drogas com base em teias feitas por aranhas "viciadas". A que tomou anfetamina foi rápida, mas desorganizada. A que levou LSD fez uma teia assimétrica, pouco útil para prender insetos. Já a que inalou maconha "esqueceu" o que estava fazendo...

Francãostein
Quando: 1954
Onde: URSS

Com o suposto objetivo de desenvolver um método cirúrgico para implantes, o russo Vladimir Demikhov implantou as patas dianteiras, o "ombro" e a cabeça de um filhotinho de pastor alemão no pescoço de um cão da mesma raça. Durante a apresentação do bicho à imprensa, uma das cabeças tentou beber leite, mas o líquido vazou pelo tubo digestivo, que não estava conectado a nada. Os dois animais morreram horas depois, mas o cientista fez mais 19 experimentos desse tipo. Veja o vídeo do experimento (se tiver coragem) aqui.







Nenhum comentário:

Postar um comentário