domingo, 8 de dezembro de 2013

Os lugares mais bizarros para passar férias

Eu adoro viajar, uma das coisas que mais gosto de fazer na verdade. Como boa turismologa que sou, não podia deixar de fora esse top 10!

10. Cemitério pop
Onde: Paris, França

Quando o cemitério de Père-Lachaise foi inaugurado, em 1804, a elite parisiense torceu o nariz. Para promovê-lo, as autoridades transferiram para lá ossadas de grandes personalidades. Hoje, os túmulos dos escritores Balzac e Oscar Wilde, do músico Chopin e da cantora Édith Piaf atraem levas de turistas - o campeão de visitas é o do músico Jim Morrison.

9. Bunker antinuclear
Onde: Troywood, Escócia

Uma casa à beira de uma estrada na Escócia parece uma atração turística improvável. E é mesmo, não fosse o bunker subterrâneo escondido! O cômodo, instalado a 40 m abaixo da superfície, foi preparado para ser o quartel-general da Escócia caso o país sofresse um ataque nuclear na Segunda Guerra. Até um estúdio da emissora BBC foi instalado lá.

8. Diário de um detento
Onde: Louisiana, EUA

Uma das maiores prisões dos EUA, com 5 mil detentos e 1,8 mil funcionários, a Penitenciaria Estatal de Lousiana montou uma espécie de exposição para que o público conheça como ela funciona - mas sem ter acesso às celas nem aos presos. Os visitantes podem ver um modelo de cela e "armas" apreendidas lá dentro, como uma feita com canos que seriam usados numa obra.

7. Luz no fim do túnel
Onde: Cu Chi, Vietnã

Se você sempre sonhou em ser um guerrilheiro, eis o passeio certo para você: os túneis subterrâneos de Cu Chi, construção que serviu de abrigo para os vietcongues durante a Guerra do Vietnã (1959-1975). São seis níveis, um mais estreito que o outro, para dificultar a entrada de pessoas de maior porte físico (houve uma adaptação para os turistas).

6. Programa de rato
Onde: Deshnok, Índia

Por fora, o templo Karni Mata é bonitão, todo em mármore branco. Mas por dentro... São 200 mil ratos indo de um lado para outro. E ninguém os perturba, já que eles são considerados sagrados nesse templo hindu - alguns adoradores chegam a servir-se da mesma comida que os Kabas, como se chamam tais seres sagrados.

5. Prisão realista
Onde: São Francisco, EUA

O presídio de Alcatraz foi construído no meio de uma ilha a 2 Km da cidade de São Francisco e abrigou criminosos famosos como Al Capone e Robert Stroud. Hoje, no tour pelo local, o audioguia pede que em alguns momentos as pessoas fechem os olhos para ouvir as gravações dos gritos dos detentos e oficiais - e sintam na pele o clima do presídio.

4. Marcas da violência
Onde: Kigali, Ruanda

O Hôtel des Mille Collines é um quatro estrelas decadente, com suas 112 suítes, restaurante e café. Mas a piscina atrai turistas - a água dessa piscina garantiu a sobrevivência de mil pessoas da etnia tútsi, a quem o gerente do local deu abrigo durante o genocídio de 1994. Foi um grande gesto de solidariedade, que inspirou o filme Hotel Ruanda.

3. Férias radioativas
Onde: Chernobyl, Ucrânia

O acidente nuclear na usina de Chernobyl, em 1986, destruiu a cidade, mas hoje rende dividendos turísticos. Os guias garantem que o perigo já passou: na entrada e na saída da usina, uma barreira de controle mede a radiação das pessoas, para mostrar que o passeio não deixa sequelas. Por precaução, os turistas fotografam a uma distância de 100 m.

2. Momentos de concentração
Onde: Auschwitz, Polônia

O complexo de campos de concentração de Auschwitz (1, 2 e 3), usados na Segunda Guerra, é ponto turístico de valor histórico. O passeio começa em Auschwitz 1, com a exibição de um vídeo e segue por celas, câmaras de gás e crematórios onde morreram mais de 1 milhão de pessoas.

1. Hora do terror
Onde: Phnom Penh, Camboja

Se você é daqueles que se impressionam fácil, não vá a Choeung Ek, campo de extermínio da ditadura do Khmer Vermelho entre 1975 e 1979. Hoje, o local é um memorial, onde estão expostos crânios de 5 mil dos 2 milhões de vítimas - 20% da população do país. As peças ficam empilhadas em redomas, separadas por idade e sexo.

Fonte: Especial Revista Mundo Estranho "O Melhor e o Pior de Tudo", Edição 2013, pág. 14.

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