sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Qual a pimenta mais ardida do mundo?

Post especial para meu marido, adorador de pimentas como nunca vi, coragem!

Atualmente, é a Trinidad Scorpion Butch T, desenvolvida numa empresa australiana em abril de 2011 com base em um fruto de Trinidad e Tobago. Esse tipo de "aprimoramento" em laboratório é comum: as pimentas são fáceis de cultivar, possuem sementes abundantes e o cruzamento entre variedades selvagens cria híbridos ainda mais ardidos que os originais. A Scorpion atinge 1,1 milhão na escala Scoville, criada pelo farmacologista Wilbur Scoville para medir a pungência das pimentas. Isso significa que, para perder o sabor picante, ela precisa ser diluída 1,1 milhão de vezes em água e açúcar!

Top 5 das pimentas mais ardidas (aff, eu morro só com Tabasco, pense...)

1º lugar - Trinidad Scorpion Butch T
Pungência - 1.107.000

É tão forte que é preciso usar luvas para manipulá-la. Deve ser matéria-prima para molhos e gás pimenta.




2º lugar - Bhut Jolokia
Pungência: 1.001.000

Também conhecida como pimenta-fantasma. É da família das nagas, nativa da Índia e de Bangladesh e cultivada há séculos. 




3º lugar - 7 Pot Barrackpore
Pungência: 987.000

Mais uma variedade resultado de cruzamentos entre híbrids. Barrackpore é uma cidade da Índia, mas a pimenta 7 Pot é originária de Trinidad e Tobago. 




4º lugar - Moruga Laranja
Pungência: 981.000

Parece um pimentão retorcido. Também de Trinidad e Tobago, é usada industrialmente para fazer pós superpicantes. 




5º lugar - Moruga Vermelha
Pungência: 952.000

Como sua parente laranja, é moída e transformada em pó. Esta variedade é bem popular no Haiti. 





Fazendo um comparativo, segue a lista (bem mais suave) da pungência de algumas das pimentas mais comuns para nós.



Malagueta: pungência de 60.000 a 100.000 




Tabasco: pungência de 30.000 a 50.000




Pimenta-de-cheiro: pungência de 10.000 a 50.000




Dedo-de-moça: pungência de 5.000 a 15.000




JalapeñoPungência de 2.500 a 5.000




Biquinho: Pungência: 1.000



Fonte: Revista Mundo Estranho, pág. 38, março/2012.

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