domingo, 9 de março de 2014

Andar com fé eu vou

Eu adoro caminhar e quinta retomei a minha rotina de caminhadas. Eu até faço esteira, mas gostar mesmo, eu gosto de caminhada na rua!

Quinta aproveitei para voltar do Pilates (minha única atividade física há um mês) a pé e depois fui trabalhar a pé também, aquele calor, aquele solzão, mas fui que fui. Minha vida está super enrolada porque minha tia, que era meu braço direito, pediu demissão no fim de janeiro. Pensem em como minha vida ficou uma beleza... além da correria de trabalhar, cuidar do Arthur, estudar, ainda ter que limpar a casa... ainda bem que meu marido me ajuda, mas só nós não damos conta, aí a diarista da minha mãe conseguiu uma brechinha pra ir lá em casa e assim pude retomar as caminhadas!

Senti tanta falta de caminhar! Fora que percebi que engordei um pouco por falta do aeróbico, aff... agora é recuperar o tempo perdido. A única coisa que me desanima é a falta de segurança para quem caminha na rua. Já quase fui atropelada várias vezes por motoristas que passam no farol vermelho, não dão preferência na faixa de pedestre, correm feito loucos em ruas pequenas... já perdi as contas de quantas vezes levei fina de carro na rua... as motos também estão no bolo, mas são menos comuns que os carros.

Outra situação que me bota muito medo é de ser assaltada... um dia desses estava voltando de carro do serviço e vi um casal que estava a pé ser assaltado na minha frente, que raiva que deu! Na hora eu queria atropelar o cara que roubou o casal, o homem corria atrás do ladrão, ficou todo mundo com aquela sensação de impotência horrível... Uma vez eu estava voltando de um médico a pé e passei por cima de uma ponte, no Tatuapé. Ando na rua com os radares ligados, olhando para frente, para trás e para tudo que é lado. Nisso vinha um homem do outro lado da ponte, que olhou para um lado e para o outro, atravessou e veio correndo na minha direção. Eu, louca, atravessei para o outro lado da ponte, passando em frente de um caminhão (senti até o cabelo voar de tão perto que o caminhão passou). Xinguei um monte o cara, que saiu correndo.

Outro dia eu estava andando na praça da Sé, ia encontrar minha mãe no trabalho. De repente um senhor que mais parecia um walker passou ao meu lado, com olhos caídos, parecia mais dormindo que acordado. Pois é, antes ele estivesse dormindo... ele passou por mim e me deu uma rasteira, posso com isso? E me xingou, devia estar tão louco que nem sabia o que estava vendo e fazendo... sorte que eu já estava ligada e quando ele veio eu dei um pulo, senão teria caído de cara no chão, certeza! Na hora fiquei com o coração disparado, mas depois ri de lembrar, só eu mesma para levar uma rasteira na rua, rs.

No fim das contas, caminhar na rua é uma missão complicada. Eu tenho que andar com celulares dentro da roupa, dinheiro na meia, a bolsa mesmo vai com o essencial. Evito andar com coisas de valor e o que tem valor, carrego comigo. Os celulares sempre estão no vibra e o mais simplesinho deixo na bolsa, caso tenha que entregar um celular em um roubo. É complicado, a gente já anda pensando no que vai entregar para o ladrão, no que vai dizer. E quando caminho na rua é bem assim. Se eu vou trabalhar, é todo esse ritual que citei mais acima. Se vou caminhar apenas por exercício, levo só o celular, um documento e um dinheiro trocado, para não dar chance para ser assaltada... é triste, mas não vou desistir das minhas caminhadas, vou andar com fé que tudo dará certo ;)

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