quarta-feira, 19 de março de 2014

Doenças felinas: FIV

Antes de eu ter o Stevie, eu nem sabia que existia essa doença, que atinge só os gatos. Quando achei meu neguinho na rua, só pesquisei sobre toxoplasmose, como evitar e tal (e por sinal descobri que é bem difícil pegarmos a doença dos gatinhos, farei um post sobre mais pra frente) e aí, por acaso, encontrei matérias e artigos sobre essa doença.

A FIV é conhecida como AIDS felina, que só é transmitida de gato para gato e funciona mais ou menos como a AIDS no ser humano: o animalzinho tem o vírus e pode nunca desenvolver a doença (o ser humano carrega o vírus HIV e muitas vezes não desenvolve a AIDS, ficando anos e anos sem sintomas e até sem saber que tem a doença), além de ficar com problemas no sistema imunológico. A transmissão ocorre por meio de troca de secreções, geralmente em mordidas nas brigas de rua, por isso gatos que vivem na rua ou que tem acesso a telhados tem mais facilidade de adquirir o vírus. Diferente do HIV humano, a FIV não é transmitida de mãe para filho durante a gestação.

Lembrando, a FIV não é transmitida para o ser humano e nem para outros animais!

A FIV diminui a imunidade do gatinho e os primeiros sintomas da infecção são febre, gânglios aumentados, pelo sem vida. Depois de alguns meses de infecção, o gatinho perde peso, tem constantes diarreias, fadiga, gengivite e infecções variadas, como pele, intestino e sistema respiratório. Em casos extremos e terminais, o gato pode apresentar falência de órgãos e linfomas.



Para diagnosticar a doença, é necessária a realização de exames de sangue. Caso tenham sido apresentados sintomas e o exame dê negativo, é bom repetir em alguns meses. Stevie fez semana passada, depois vou contar como foi a experiência. Fizemos na DogNostic, que fica no bairro do Belém aqui em Sampa (em frente ao SESC Belenzinho. Pagamos 140 reais na sorologia para FIV e FeLV. Infelizmente, a FIV não tem cura e nem vacina, então resta evitar expor o gatinho a situações de risco e a outros animais que tenham o vírus.

Conclusão: a FIV é uma doença que não impede o gato de ser adotado, apesar de muitas pessoas terem preconceitos e preferirem não adotar. A doença não pode ser transmitida dos gatinhos para outros bichinhos da casa e nem para nenhum ser humano, a única exigência é o gatinho não viver com outros gatos que não tenham o vírus, para evitar a transmissão. Muitas vezes o vírus não afetará a vida do gatinho, que poderá passar muitos anos sem desenvolver a doença, por isso, se puder, adote e ajude um gatinho com FIV a encontrar uma casinha!

Interessou em adotar um gatinho, especial ou não, filhote ou velhinho, branco ou pretinho? Entre no Adote Um Gatinho e conheça alguns peludos. Ah, e existem várias outras ONG's legais e idôneas que estão cheias de gatinhos sem lar e que precisam de doações para se manter, se informe e ajude =)

Fontes: Clínica Animal e Provet

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