sexta-feira, 18 de abril de 2014

Cama compartilhada: regras de segurança

Exceto o ser humano, todos os outros primatas dormem com seus filhotes. Isto se dá pela necessidade do meio em que vivem, já que a proteção e o calor são essenciais para a sobrevivência. Porém, mesmo com filhos seguros e com meios de aquecimento, instintivamente, muitos pais optam por esta escolha em casa também.
Não há regras de como criar um filho e a educação individual deve ser pautada no amor, no respeito e no instinto materno e paterno. Portanto, não existe o certo e o errado no fazer cama compartilhada ou não. Porém, como mais de 70% dos pais em algum momento dividirá a cama durante o sono com os filhos, algumas medidas de segurança devem ser tomadas.

Cama e colchão

A cama precisa ser um local seguro para o bebê. Se não houver a possibilidade de colocar o colchão no chão, elimine todos os vãos existentes entre colchão e cabeceira ou lateral da cama. O material do colchão também deve ser levado em consideração. Colchões de ar, água, almofadados, com espuma velha ou sofá não são indicados para o sono dos pequenos. Isto porque, além da possibilidade de queda, ainda existem os prejuízos à coluna. Opte por colchões firmes e lisos.

Lençol

O lençol precisa ser da medida exata do colchão. Os bebês, ao se movimentarem, não podem se enrolar no tecido.

Altura

Se toda a cama ou o colchão da criança não for no chão, grades de segurança podem ser instaladas para evitar a queda. É importante priorizar por modelos que não deixam espaços entre a cama e que não tenham espaço suficiente para os bebês passarem ou ficarem presos.

Posição

A posição mais recomendada é colocar o bebê entre a mãe e a parede ou grade, isto porque é ela quem tem a maior consciência instintiva de localização, além de ser a fornecedora do leite.

Espaço

Independente de a cama ser da mãe e do bebê ou de toda a família, é importante que o tamanho seja suficiente para o conforto de todos. Acoplar o berço ou a cama da criança exatamente ao lado da cama dos pais é uma opção.

Álcool, drogas ou medicação

Qualquer substância que altere o ritmo de sono, como bebidas, drogas ou medicação devem ser motivos para interromper a cama compartilhada. O sono dos pais pode ficar pesado e prejudicar o sono do bebê.

Aquecimento

Nos primeiros meses não é recomendado que a cama fique cheia de cobertores e almofadas, isto porque o bebê pode se sufocar. No frio, vista a criança com roupas suficientes para mantê-la aquecida.

Cordões

Pijamas e jogos de cama com detalhes em fitas e cordões devem ser evitados. A criança deve ser poupada de se enrolar em um destes adereços. Joias também precisam ser levadas em consideração, já que podem machucar o bebê.

Acompanhante

Não deixe a criança sozinha em cama alta e, quando isto acontecer, certifique-se de que todas as possibilidades de queda e enforcamento foram eliminadas.



Benefícios da cama compartilhada

A cama compartilhada divide opinião até dos especialistas e não há regra para implantá-la ou não. O que deve ser colocado em questão na hora da decisão, além do amor, respeito e instinto materno e paterno é a pergunta: “onde bebê e pais dormem melhor?”. Se a experiência da cama compartilhada deixa a família cansada e atrapalha o sono, talvez este não seja o melhor método. Porém, se um bebe não dorme bem no quarto separado e toda noite o sono vira uma dificuldade, talvez seja o momento de desapegar do dito certo ou errado e experimentar uma nova possibilidade.
Quartos separados, portas abertas para a liberdade de escolha conforme a necessidade da criança, mesmo quarto com camas separadas, cama acoplada ou cama compartilhada são opções. Compartilhar o mesmo espaço apenas traz a facilidade para incentivar a amamentação, já que mãe e bebê não precisam despertar para o momento e, segundo alguns especialistas, são benéficas para a afirmação emocional da criança.

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