segunda-feira, 28 de abril de 2014

Como as calorias viram gordura no corpo

Ao ingerir mais calorias do que as que são gastas nas atividades diárias, a tendência é que o excesso seja armazenado como gordura pelo organismo. 

Mas atenção: caloria - ou quilocaloria - não é uma substância que vem dentro da comida, e sim uma unidade de medida de energia. O valor calórico de um alimento serve, portanto, para indicar quanta energia ele fornece para o corpo. Um ser humano precisa consumir todo dia, em média, 30 calorias por quilo de seu peso. Se a pessoa ingere calorias do que isso, o corpo estoca como gordura. Ao ingerir menos calorias, o corpo emagrece, queimando essas reservas para atender à necessidade de energia.

Os alimentos contém três tipos de nutrientes: carboidratos (comum em pães e massas), proteínas (abundante nas carnes) e triglicerídeos (óleos e gordura). Ao fim da digestão, o alimento é quebrado em glicose (vinda dos carboidratos), aminoácidos (que formam as proteínas) e ácidos graxos (vindos dos triglicerídeos).

O intestino delgado absorve os nutrientes para jogá-los na correntes sanguínea. Ao entrar no fígado, os triglicerídeos voltam a ser ácidos graxos. Lá dentro, são reprocessados para formar lipoproteínas que voltam ao sangue para abastecer as células do corpo todo.

Se sobra triglicerídeos, eles são absorvidos pelo tecido adiposo - formado por 30 bilhões de células que armazenam gordura - por meio das lipoproteínas. Esse tecido aparece sob a pele (gordura subcutânea, que se acumula em coxas, quadril e braço), ao redor dos órgãos (gordura visceral, que é estocada na barriga), na medula óssea e no tecido do peito.

A glicose, principal fonte de energia do corpo, é usada pelas células ou armazenada como glicogênio no fígado e nos músculos. Se for ingerida em excesso, porém, pode ser processada pelo fígado para gerar mais triglicerídeos, que serão estocados, ou seja, gordura.

Os aminoácidos viajam pela corrente sanguínea e são usados pelas células de todo o corpo para sintetizar proteínas e usá-las para reconstruir várias estruturas, como o tecido muscular. O excesso é eliminado pelos rins em forma de ureia, na urina.

Fonte: Revista Mundo Estranho, pág. 56, março/2012.





















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