terça-feira, 8 de abril de 2014

Minha primeira doação de sangue

Vim aqui contar com foi a minha primeira doação de sangue porque esse momento foi muito importante para mim. Faz muitos anos que quero doar, mas só ficava na vontade simplesmente por medo da agulha, acreditam? Se eu doei, gente, todo mundo doa, sério. Eu morro de medo de agulha, injeção, exame de sangue, tudo. Faço drama, passo mal, fico com náusea, cai minha pressão, quase choro.

Estava há anos no planejamento e nada de doar. Ano passado o tio Ademir, pai do meus amigos Fábio e Caio precisou de doações de sangue. Me animei toda, mas com a correria e com o medo, enrolei e não fui. Ele acabou falecendo e não consegui tirar a ideia de doar sangue da cabeça, até que no começo de março pensei, "esse mês vou doar sangue de qualquer jeito!". Fui amadurecendo a ideia e um dia acordei e me decidi. Fui com a Tatê fazer US e ver nossa pequena Alice e de lá fui ao banco de sangue do Hospital A.C. Camargo, na Vergueiro.

Foi bem fácil chegar, o hospital fica entre as estações São Joaquim e Vergueiro do metrô. Cheguei, passei por um guichê onde um rapaz coletou meus dados e esperei pela primeira fase da triagem. Em alguns minutos me chamaram e fiz um teste rápido de anemia (com uma picadinha no dedo como naqueles exames de glicemia) e deu negativo. Depois mediram minha temperatura e pressão. Tudo ok, liberada para a segunda etapa!

Fui chamada em uma sala reservada e uma enfermeira fez uma série de perguntas para mim. Ela se desculpou pela indiscrição, porque ela me perguntou tudo sobre minha saúde, de meus familiares, se já usei drogas, vida sexual, histórico de doenças, várias perguntas. Tudo ok novamente, liberada para a terceira etapa!

Fui para uma sala grande com várias cadeiras enfileiradas. As cadeiras eram estofadas e reclináveis, muito confortáveis. A enfermeira veio, conversou comigo e começou a busca pela veia perfeita, coisa bemmm difícil em mim (toda vez que faço exame de sangue reclamam das minhas veias, rs). Fiquei bem ansiosa nessa parte e mentalizei o mantra que ensaiei antes de sair de casa "você vai ajudar a salvar vidas e ganhar uma folga, você vai ajudar a salvar vidas e ganhar uma folga", rs. Ela me acalmou, achou a veia, higienizou meu braço e pegou minha veia. Para minha surpresa, não senti NADA, que mão boa! Ela tirou uns tubos de sangue para os exames inclusos na doação (HIV, Hepatites, Chagas, entre outras) e depois começou a doação efetivamente. Um fio longo me ligou a um compartimento (a bolsinha ficou escondida, acho que para não impressionar) e confesso que senti bastante agonia, mas não dor. A enfermeira me pediu para abrir e fechar a mão e eu fiz, devagaaaar e sem força. Ela me deu uma bolinha macia e eu comecei a apertar, apertar. Fui relaxando e comecei a apertar mesmo a bolinha, tanto que minha doação durou por volta de 10 minutos só! Fiquei vendo TV enquanto doava, foi bem rapidinho! Acabou a doação, a enfermeira veio, tirou o acesso, me deu uma gaze para apertar o local e depois colocou um curativo, tudo bem rapidinho.

Acabada a doação, ganhei um atestado de comparecimento e fui para uma salinha tomar um lanchinho com outro doadores. Ganhei uma baguete de presunto e queijo e um SuFresh de uva. Me informaram que em alguns dias chegará em casa uma carteirinha de doadora com o resultado dos exames. Me animei, vi que é fácil, que posso ajudar a salvar vidas, além de ganhar uma folga, olha que coisa boa! Não vejo a hora de fazer a minha próxima doação!



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