quarta-feira, 16 de abril de 2014

Redução das mamas atrapalha a amamentação?

Jaque Khury, assistente de palco do programa “Legendários”, da TV Record, e mãe de Gael, declarou recentemente em sua rede social que não consegue amamentar. Segundo a ex-BBB, o problema está relacionado à cirurgia redutora das mamas, também conhecida como mamoplastia redutora.
O leite materno é essencial ao desenvolvimento cognitivo e psicomotor do bebê, além de fornecer anticorpos, preparar a flora intestinal e ainda estabelecer o vínculo afetivo entre mãe e bebê. Porém, é comum ouvir sobre a falta de leite. A cirurgia redutora de mamas prejudica a amamentação?

Mamoplastia redutora

Segundo definição da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a cirurgia é uma técnica que remove o excesso de gordura, de tecido glandular e de pele dos seios para que eles fiquem de um tamanho proporcional ao corpo da mulher, evitando desconfortos relacionados ao peso e ao tamanho.
Embora o procedimento muitas vezes tenha indicação real, entre seus riscos está a incapacidade de amamentar. Porém, especialistas afirmam que muitas vezes, mais do que a dificuldade real, o que falta são orientações corretas sobre a amamentação após a redução de mamas.

Mamoplastia redutora e a amamentação: em pesquisa publicada pela Associação Britânica de Cirurgiões Plásticos, Reconstrutivos e Estéticos e divulgada pela página Cientista que Virou Mãe, pesquisadores afirmaram que mais do que a incapacidade física de amamentar, o maior fator prejudicial ao aleitamento por mães submetidas à cirurgia estava relacionado às questões psicossociais relacionadas à má orientação recebida dos profissionais da saúde.

Estima-se que com o desenvolvimento das técnicas cirúrgicas seja possível preservar tecido glandular suficiente para a produção de leite e que, portanto, o que falta às mulheres é apoio e informação.

Como amamentar após uma cirurgia das mamas

“Apesar de existir a chance de alguns dutos terem sido cortados durante a cirurgia, ao longo do tempo muitos desses dutos voltam a ‘crescer’ e isso pode acontecer em um ritmo acelerado sob a influência dos hormônios de uma gravidez e, de modo geral, em cerca de cinco anos eles voltam a ter sua funcionalidade praticamente intacta. Ou seja: a grande maioria das mães que passou por essa cirurgia consegue produzir leite materno suficiente”, explicam Ana Basaglia e Fabíola Cassab, fundadoras do Matrice, grupo de apoio à amamentação.
Além da reconstituição dos dutos, retirar o leite nas primeiras semanas de vida do bebê é uma alternativa simples e eficaz. “A quantidade de leite que as mamas estão programadas para ‘fazer’ frequentemente é determinada nas primeiras semanas. Quanto mais leite for retirado nesse tempo, maior a capacidade de produção os seios vão ter”, ressaltam.
Grupos de apoio e bancos de leite também são alternativas que, além de fornecerem apoio psicológico, ainda orientam a pega, a posição e a sucção do bebê, fatores essenciais ao sucesso da amamentação.



Relactação
Porém, mesmo depois todas as informações e métodos de estímulo disponíveis, se o leite realmente não estiver sendo produzido ou liberado, existem outras formas de amamentar, como, por exemplo, pelarelactação, técnica que visa iniciar ou reiniciar a produção de leite da mãe biológica ou adotiva através da colocação do leite materno ou artificial em um recipiente ligado por uma sonda presa ao seio, na extremidade do mamilo. Assim, o bebê suga a sonda e o bico ao mesmo tempo e, portanto, se alimenta e estimula a produção de leite materno.

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