domingo, 4 de maio de 2014

Filhos, filhos e mais filhos

Eu sempre quis ser mãe. Tudo bem que, inicialmente, eu queria ter sido mãe aos 30, mas Arthur veio aos 25. Foi melhor do que eu imaginava e aquela frase tããão clichê “no fim tudo dá certo” não poderia ser mais verdadeira!

Eu adoro crianças, sempre curti muito brincar e fazer passeios com eles. Como convivo com crianças desde sempre, isso deve ter influenciado para esse meu lado maternal ser bem aflorado. Cuidei de irmão e enteados até chegar minha vez de ser mãe. Fui para muito parque, muito shopping, Playland, zoológico, Parque da Mônica, da Xuxa. E o melhor: eu curtia de verdade! Tanto que na maternidade uma das coisas que mais gosto são os passeios que fazemos juntos com Arthur. Adoro Playland, mesmo com a barulheira infernal, adoro parques, acabamos conhecendo restaurantes e locais que dão estrutura para passearmos com Arthur, como o América do Mooca Plaza Shopping, que tem brinquedoteca, assim como o próprio shopping, que tem brinquedão com monitoras. Arthur está tão acostumado que fica numa boa e até presente de Natal das tias ganhou.

Com esse amor todo e o gosto por passeios infantis, pensava em ter uns três filhos. Já tinha até tudo bolado na cabeça: dois meninos mais velhos, sendo primeiro o Arthur, o segundo com o nome do meu avô e uma menininha caçula para ser bem mimada e protegida pelos irmãos, com nome escolhido pela vovó. Lindo, né? Só que eu tive o Arthur. O Arthur é lindo, mas ele também é bem levado, me deu bastante trabalho para dormir a madrugada toda, foi dormir a noite toda só com 2 anos e 5 meses. Já levou mordida de cachorro, ralou o joelho inúmeras vezes, tem cicatriz de tudo que é jeito e tamanho.  Sabe aquele menino levado que não tem medo de altura, de cachorro, de água, de fogo, de nada? É meu filho. Isso tudo me faz ficar em constante alerta, penso mil vezes no tipo de passeio que vamos fazer, onde vamos comer e quando saímos, é um revezamento para olhar onde ele está, o que ele está fazendo. Já me disseram que isso é falta de limites, de educação, mas como vamos controlar um menino espoleta de dois anos que mal entende o que falamos?

Por ele ser tão levado e dependente, afinal ainda está virando um menino grande, prorrogamos um segundo bebê. A mescla Arthur levado + Arthur que não dorme a noite + mamãe trabalhando e estudando foi decisiva para isso. Queríamos ter engravidado em julho de 2013 e desistimos. Passamos para dezembro de 2013 e desistimos também. Minha grande amiga Tatê está grávida da Alice, então logo terei uma filhota de coração para curtir. Deixamos para depois, sem data definida, só sabemos que não podemos demorar muito pela diferença de idade que Arthur terá do irmãozinho.

Um filho é tudo de bom e foi um dos meus maiores acertos, mas criar um filho com tudo que é bom, com amor, atenção, carinho, boa escola, passeios, roupas, remédios (eventuais, graças a Deus!), previdência, poupança, são tantos gastos que acabamos nos desencorajando totalmente de um terceiro filho. Enxergo claramente um segundo filho e já o amo desde já, será uma vidinha de luz em nossos caminhos. Um terceiro seria lindo e ele seria tão amado quanto o Arthur e seu futuro irmão. Mas a vida está muito cara (discurso que ouvi muito e no fim acabei me rendendo a ele) e eu sou leoa, gosto de dar atenção, ver desenho, ler agenda da escolinha, papear com a professora semanalmente, fazer lanche especial na sexta (adoro mandar bolos coberturas, cupcakes, pavês e outras gostosuras para Arthur lanchar com os amigos de vez em quando). Gosto de passear, levar ao cinema, fazer cafuné no cabelo, coçar as costas, dar banho, passar perfuminho. Em contrapartida, também amo estudar e trabalhar, ter meu dinheiro, minha ocupação. Minha vida como mãe do Arthur é muito gostosa e é melhor do que qualquer sonho que já tive, é maravilhoso o amor que enche meu coração. Estou aqui escrevendo e vendo que daqui cinquenta minutos estou saindo para buscar meu rei e papear com ele enquanto estamos no trânsito, para depois chegar em casa e vermos um desenho, para eu fazer uma mamadeira morninha pra ele.

Eu morria de medo de não dar conta de um segundo filho. Hoje ele já é realidade no meu pensamento e no meu coração. Hoje um terceiro filho não está mais nas minhas contas, porque apesar de amar ser mãe, não confio no meu taco para criar com o mesmo amor e zelo de três pimentinhas metidas a índios loiros, rs. Que Deus me dê sabedoria, que meu menino cresça cada dia mais lindo e saudável, que a coragem dê um salto e nosso segundinho pinte por esse mundo em breve!


Um beijo grande para quem me leu até aqui!

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