sexta-feira, 2 de maio de 2014

Hipertensão na gravidez

12 por 8. Essa é a pressão arterial considerada ideal para a população como um todo. Durante a gravidez, é conveniente que esse valor se mantenha, porque 14 por 9 já é medida demarcatória para diagnosticar hipertensão.

Para começar, é preciso entender que os números da pressão arterial estão ligados à contração e ao relaxamento do músculo cardíaco. Quando o coração se contrai, o sangue é bombeado e empurrado contra as paredes das artérias para expandi-las e facilitar o fluxo sanguíneo. A força que o sangue exerce nas paredes das artérias é a chamada pressão sistólica – o maior valor da medição. Quando o músculo cardíaco relaxa, a força que o sangue faz sobre as paredes das artérias diminui, gerando o segundo número da pressão arterial, denominada diastólica.

O sinal de alerta deve surgir quando a pressão atingir 14 por 9, representando uma condição de risco tanto para a mãe quanto para o bebê. Uma medida de pressão arterial alterada não é determinante para afirmar que a gestante sofre de pressão alta, porém se ao longo da gestação a mulher tiver várias vezes a pressão arterial mais alta do que antes da gravidez, ou se já era hipertensa, esse fato inspirará atenção médica.
Na gravidez existem duas condições relacionadas com a hipertensão e que são graves: a pré-eclâmpsia, uma síndrome exclusiva da gravidez, caracterizada por hipertensão com perda de proteínas pela urina e inchaços anormais, e a eclampsia, que é a ocorrência de convulsões.

A pré-eclâmpsia é uma doença que ocorre em uma a cada dez gestações, é a principal causa de morte materna e põe em risco também a saúde do bebê. Acontece na segunda metade da gravidez, mais tipicamente no terceiro trimestre e até hoje não se sabe a causa precisa. Por conta disso, a aferição da pressão arterial é um dos exames mais importantes do pré-natal.

Os principais sintomas de que a existe alteração na pressão arterial são: PA 14 por 9 e perda de proteína na urina. Geralmente há também inchaço de membros e da face. Já as formas graves são PA maior ou igual a 16 por 11, perda acentuada de proteínas pela urina, exames de sangue que apontem comprometimento de rins e fígado. Outros sinais são o ganho de peso maior que dois quilos por semana e edema generalizado.

Os cuidados que a paciente com pré-eclâmpsia deve ter são: fazer acompanhamento pré-natal em maternidade que atenda pacientes de alto-risco, para ser possível um controle adequado da saúde da mãe e do bebê. Em casos mais graves, são indicados internação, uso de medicamentos para controle da pressão e, se necessário, antecipar o parto.

A mulher que teve pré-eclâmpsia na primeira gravidez deve atentar aos fatores de risco em uma segunda gravidez. Se a própria gestante, mãe ou irmãs tiveram pré-eclâmpsia, a probabilidade de tê-la em uma segunda gestação aumenta três vezes.


Fonte: Revista da Gestante, nº 20, pág 12

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