terça-feira, 1 de julho de 2014

Meio ano se foi

E passou voando!

É tão clichê... toda hora eu falo que o ano está voando, mas é impressionante como está passando rápido! Meu pai diz o mesmo, ele falou essa semana para mim "estou ficando louco ou você também acha que o tempo está voando?". E está, pai, está sim! Ele diz que cientificamente o tempo está passando mais rápido, coisa de milésimos de segundo... mas o tempo está escorrendo entre meus dedos, socorro!

Antes eu tinha uma afobação louca de viver: queria fazer tudo ao mesmo, estudar, trabalhar, casar, passear, viajar, ter bichos, escrever, ler, assistir... ainda sou afoita e quero viver tudo, mas ando dando um breque na minha vida corrida.

A Federal é a pedrinha no meu sapato... estou no quarto ano, tentando desesperadamente me formar. Já enfrentei três greves, separei, casei de novo, engravidei, tive neném, tranquei um semestre, voltei, cursei matérias de picado, matérias aos montes... estou cansada de lá, não vou negar, tudo o que queria era me formar e logo, afinal, todos os meus amigos mais próximos já se formaram e eu estou lá. Desistir? Já passou muitas vezes pela minha cabeça, mas dá uma dó. Desistir de um curso em uma universidade pública, que já lutei tanto para cursar, tantas noites gastas lá, dinheiro e tempo investidos, trabalhos, horas estudando para provas para deixar tudo pra lá? Ia grávida de barrigão para as aulas, fazia trabalhos, provas, fui em visitas técnicas em outras cidades. Fui para Campos do Jordão, andei muito por lá, fui para Santos e São Vicente, andei de escuna, bondinho, até teleférico com aquela barrigona enorme! Deixei bebê novinho em casa para fazer aquela maledeta Convenção de Turismo, para fazer provas, deixei filho pequeno com vó, com pai, com madrinha para poder assistir aulas... desistir seria um ato dolorosíssimo para mim! Por isso tento, está difícil, já não tenho mais tanta vontade nem ânimo, mas tento. Minha amiga Janaina, que me acompanhava nas aulas aos trancos, abandonou o curso. Recebi um email informando que tenho, talvez, até o fim do ano para me formar (isso dependerá da boa vontade do coordenador do curso em prorrogar minha matrícula, pois meu curso "caduca" em julho deste ano...).

Outro fator que me fez pensar muito nesse primeiro semestre foram as amizades... gente, eu briguei tanto esse ano, rs! Eu sempre fui muito "boazinha", sempre tentava ceder, ser legal, ser compreensiva com tudo e todos. Até que cansei. Estava ficando muito chateada/brava às custas dos outros ficarem felizes. Tomei calotes e fui o mais compreensiva possível, tentando entender a dificuldade financeira das pessoas em questão. Uma vez estavam me devendo uma merreca e não me pagavam... e toca Guaciara esperar um, dois meses, desculpas mil e a pessoa lá, passeando, dando volta, curtindo. Uma vez vi no Facebook um meme de um cachorro fazendo carão e a frase "você está me devendo e só passeando e eu só observo". Tipo eu. "Amiga" que me devia uma boa grana, não me pagava nunca e estava lá, passeando, fazendo festa e pior, não estava devendo só para mim. E eu lá, tonta, relevando "pensando na amizade". Ué, porque essas pessoas não pensaram em mim também? Aí fui cortando, fui me afastando... prefiro ter poucos, mas leais amigos do que sanguessugas que só se aproximam para se beneficiarem de algo.

Também cansei um pouco daquele tipo de amizade de um lado só, conhecem? Aquele amigo que só você liga, só você manda mensagem, só você se preocupa. Cansei mesmo. A falta de tempo colaborou e ando tão corrida com a Federal, meus gatos, meu filho que até com amigos próximos estou um pouco ausente. Sei lá, esse semestre me caramujei e adorei. Recebi menos em casa, fui menos à casa dos outros de graça, sabe? Eu fui muito na casa da Maira, por exemplo (coitada, hahaha), Arthur tem o Bê e a Cla para brincar, nossos maridos se dão super bem e a gente se odeia, mas se aguenta por eles (brinks, amiga, hahaha!). Mas parei de fazer visitas por fazer. No começo do ano fui a um almoço na casa de uma colega. Até hoje não entendi porque fui, hahaha! Gastei um dinheirão à toa, não me senti bem porque nem tinha intimidade com as pessoas convidadas. Fiquei um peixe fora d'água e acho que causei uma má-impressão ainda por cima.

Cansei de ir atrás de gente que não está nem aí para mim, cansei de ligar para quem nunca me liga, de visitar pessoas que, sei lá, não fazem questão. De não receber parabéns nem pelo Facebook de pessoas que ficam 25 horas por dia logadas. Aprendi que ser mais eu era o melhor que eu poderia fazer, que esse negócio de ter zilhões de amigos não funciona, amigos mesmo são poucos. Quem fica do seu lado na hora do choro, do aperto, são alguns gatos pingados. Alguns são amigos sim, mas não tão próximos. O resto? O resto é colega. Colega de trabalho. Colega de faculdade. Colega de vida. As pessoas acham que curtir uma foto no Facebook já é contato, que mandar um oi no zapzap é intimidade. Aí, depois disso tudo, eu resolvi valorizar mais quem fica perto de mim e essa foi uma das maiores mudanças desse semestre e acho que será para a vida. Eu adoro ter amigos, vários, de vários lugares. Eu tenho a Dadá, que mora lá do outro lado do mundo e a gente se fala, se escreve. Eu tenho amiga que mora na mesma cidade que eu e é como se morasse em outro planeta...

Aprendi com algumas pessoas que não, não sou obrigada a alimentar uma relação unilateral. A pessoa faz festa pro filho e não te convida. Você fica chateada, procura entender os motivos dela e a convida pra festa do seu. Ano seguinte ela vai e faz outra festa pro filho. E não te chama, de novo. O que eu faria antes? Convidaria, né, porque faltava parafuso por aqui. Hoje não convido e não fico com peso, simples. Antes eu tinha medo de comentar no serviço que faria uma festa pro meu filho porque, acreditem se quiser, as pessoas ficavam ofendidas se eu não as convidasse. E aí eu ficava sem entender, já que tínhamos todos uma relação totalmente profissional, nunca fui à casa de ninguém, via as pessoas comentando que fizeram festa pro filho, casamento da filha, diversos eventos. Ninguém convidava ninguém e ficava todo mundo ofendido e eu sem entender, porque se fosse convidada para algo eu nem iria por falta de intimidade! Hoje faço coisas para festa do meu filho no serviço, se me pergunto falo o que e para que é e pronto.

Resolvi me aquietar um pouco, relaxar. Estava tão ansiosa e ligada que estava seriamente pensando em começar com ansiolíticos, até que vi que, quem sabe, a mudança não está dentro de mim. Desacelerei, estou saindo menos, expondo menos Arthur à agitação, à correria. Ele está se acalmando aos poucos, acredito que é uma soma da idade e de estarmos mais sossegados. Foram pequenas trocas: não levar Arthur mais ao mercado, ir ao shopping só de vez em quando, e não uma vez por semana pelo menos, parar com esse negócio de vida social agitada para um menino tão pequeno (trocentas peças, cinemas, parques e cia). Ele AMA a Galinha, adora um teatro? Sim. Mas acho que ele ainda aproveita mais as coisas em casa, deitado no naninha dele, tomando a mamadeira quentinha, curtindo o espaço dele. Eu acho muito importante o teatro, o passeio, o contato com a rua, mas ainda o acho pequeno. E demorei quase três anos para perceber isso...

E o melhor do melhor desse semestre aconteceu agora, só no finzinho, mas é surpresa! Não me batam, é um projeto importante que está em fase inicial, logo contarei todos os detalhes! Metade de um ano se passou, voou e eu vivi e amadureci um montão. É como se eu tivesse recebido uma pancada na cabeça e levado um choque de realidade. Descobri muito, me aproximei de amigos que acrescentam, me afastei dos que machucam e se aproveitam. Me aproximei da Amana pelos nossos gatos e fiquei muito feliz! Vi o Val, a Lilian, a Tatê umas mil vezes. Comemorei três anos de vida do meu filho, ganhei uma afilhada preciosa e abençoada, Stevie me encontrou, adotamos a Peppa e estou feliz e leve como não ficava há anos. Que Deus e os anjos conservem minha mente sã para curtir o que é sadio e quem é bom para minha vida.

E obrigada para quem me leu até aqui =)


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