domingo, 15 de fevereiro de 2015

Relato de parto da Rafa - Parte I

O parto da Rafa começou como muitos partos, lá atrás, no parto do seu irmão, meu filho Arthur. Escrevi mais ou menos o relato de parto dele, hoje enxergo tudo com outra ótica e resolvi rever esse relato.

Em 2010 fiquei grávida no susto, estava com 25 anos, numa fase mega enrolada da minha vida. Apesar da surpresa e de estar despreparada, não tive dúvidas em ter meu neném. Infelizmente, pelas muitas coisas que estavam acontecendo à minha volta, digamos que não me preparei muito bem para o parto. Lamento por ainda termos que nos preparar para o parto, na verdade... eu comecei a gravidez querendo um parto normal, achando que seria fácil e simples, mas me enganei feio! Vivemos num sistema que apoia totalmente a cesárea, médicos muitas vezes nem sabem atender um parto normal e também nem tem interesse, afinal quem quer perder horas esperando uma mulher ganhar nenê, não é? Marca, anestesia, opera, acabou.

Comecei o pré-natal pelo Hospital do Servidor Público Estadual, a gravidez estava evoluindo bem, era de baixo risco. Durante a gravidez, me casei com meu marido e pude entrar no convênio dele, então passei a fazer o pré-natal no Servidor e procurei obstetras pelo convênio (o que não foi fácil, diga-se de passagem). Até chegar no Dr. A. (não vou expor o nome, pra evitar a fadiga), passei por três médicos que detestei. Uma delas era uma médica super mocinha que logo me avisou: só faço cesárea marcada. Outra me disse que se eu entrasse em trabalho de parto a noite, ela não me atenderia, só atendia em horário comercial (hahahaha!).

Na época da gravidez do Arthur, um dos meus grandes medos era ter neném com o plantonista e sofrer muita violência. Apesar de não manjar muito do assunto de parto, sabia que não queria o soro de ocitocina (para acelerar as contrações). Uma amiga conversava comigo sobre o parto humanizado e eu a achava uma verdadeira maluca, onde já se viu? Ter filho sem anestesia? Morrer de dor? Sai fora! Hoje morro de vergonha de quanto eu era quadrada... essa amiga é a Luciana. Estudamos juntas no colégio e foi ela que me apresentou o mundo do parto humanizado, ficamos grávidas na mesma época e não dei a atenção que o assunto merecia, se arrependimento matasse...

Bom, mas voltando... depois de achar o Dr. A., resolvi finalizar o pré-natal só com ele, já que o Servidor também vivia lotado e era difícil marcar consultas. Deu tempo de fazer o curso de gestantes do Servidor, que gostei bastante (mas não falava NADA sobre parto humanizado). Dr. A. era bacana, a consulta dele era rápida, mas não esperava nada diferente. Ele dizia que ia respeitar minhas decisões e se eu queria um parto normal eu teria. Falei para ele do meu pavor de ter neném com plantonista e ele disse que era só ligar que ele iria pro hospital me atender e fazer meu parto. Durante as consultas ele me perguntava, num tom de amizade, se eu estava mesmo disposta a encarar a dor do parto normal. Comentava que meu filho era grandão e que eu estava muito inchada. Levava isso tudo como preocupação e até gostava dele por isso.

Como eu queria passar o máximo de tempo possível com o Arthur de licença, trabalhei e estudei até o dia do parto. Não descansei nada, fiquei realmente inchada, engordei 24 quilos. Numa terça, quando estava com 37+5 se não me engano, fui a uma consulta com meu marido. Dr. A. fez toque, nada de dilatação. Disse que eu estava muito inchada, me deu guias para fazer exames e me sugeriu entrar com a licença maternidade. Recusei. Me deu atestado do dia, mas com receio de levar falta fui trabalhar mesmo assim (detalhe, uma besteira porque depois que Arthur nasceu eu faltei tantas vezes que nem valeu a pena esse esforço todo, masss, não tinha bola de cristal, né, rs).

Fui trabalhar e uma dor muito chata nas costas me incomodou boa parte do dia. Era uma dorzinha ardida, que ia e vinha. Mal sabia eu que eram contrações. Trabalhei até sete da noite, fechei a escola e fui pra casa. Chegando lá pedi para minha mãe me buscar e levar na faculdade porque eu não aguentava mais dirigir, estava cansada. Fui com minha mãe e meu irmão pra Federal e chegando na porta a tal dor nas costas estava mais forte, preferi não entrar. Como ia dormir na minha mãe para fazer exames, combinamos de esperar meu irmão no shopping, aproveitamos para jantar APENAS uma feijoada com torresmo e de sobremesa, café e uma fatia de torta. Quando sentei para comer a torta, senti minha cadeira molhada... falei "ih, mãe, fiz xixi na calça!" e fui ao banheiro. Chegando lá fiz mais "xixi na calça", só que com um pouco de sangue. Era a bolsa estourando! Pensei em como dar a notícia para minha mãe sem desesperá-la e disse "vovó, seu netinho vai nascer!" e ela ficou toda feliz e toda ansiosa! Como queria parto normal, falei para andarmos no shopping enquanto esperávamos meu irmão sair da aula. Andei bastante, parava para apertar a mão da minha mãe nas contrações, resmungava, gemia, mas estava suportável.

Quando meu irmão ligou avisando que saiu, fomos embora e ele ficou muito surpreso de ver que tinha chegado a hora. Preferi não ligar para meu marido, que estava na pós. Não queria desesperá-lo caso fosse um alarme falso (apesar de eu não achar que era alarme falso coisa nenhuma). Durante o caminho liguei para o Dr. A. e contei o que estava acontecendo. Ele me disse para ir imediatamente para o hospital e passar pela triagem, disse que me encontrava lá pois estava indo para o São Luiz fazer uma cesárea marcada. Fiquei tranquila em saber que ele estava indo pra lá, animada por saber que meu bebê querido ia chegar. Fiquei tão tranquila que sugeri para minha mãe passar na casa dela e pegar as lembrancinhas de maternidade antes de ir pro hospital e ela me chamou de louca e quase me bateu, rs.

Chegamos ao hospital que nem na novela: minha mãe embicou o carro na porta do hospital, eu desci de mão dada com meu irmão. Minha mãe foi estacionar e eu entrei no hospital, gemendo e segurando as costas, andando que nem pata. Avisei o que estava sentindo (calma, não estava gritando nem nada, rs) e me mandaram direto para triagem enquanto meu irmão fazia minha ficha. Fizeram o cardiotoco, estava com contrações e Arthur estava bem, me admitiram e disseram que ia nascer mesmo! Foi quando liguei pro meu marido e dei a notícia e sei lá se ele veio de helicóptero, mas chegou muito rápido ao hospital, todo esbaforido, rs! Ele sempre me apoiou bastante na gravidez do Arthur, até mais do que deveria visto que eu estava mais chata que o normal na época... ele se preocupava com a gente e também acabou cedendo às chantagens do Dr. A., que vou contar agora.

Fui para a sala de pré-parto, já tinha avisado todos que encontrei no caminho que queria um parto normal e que não queria o tal sorinho, que me ofereceram diversas vezes. Fiquei numa cama, deitada, com uma TV ligada. Queria andar e sentar, mas toda hora vinha uma enfermeira me avisar que eu tinha que ficar deitada. Também pedia água e me avisavam que eu tinha que ficar sem comer e beber para evitar possíveis riscos com a anestesia. Eu avisava que havia acabado de jantar uma bela feijoada, mas não adiantava. Meu marido estava se trocando para vir ficar comigo e eu odiei ficar esses momentos sem ele... queria minha mãe também, mas tinha que optar por ele ou por ela, foi bem difícil fazer essa escolha... uma enfermeira veio e me fez um exame de toque, 2 dedos de dilatação. Eu nem sabia que podia pedir para não ficarem me fazendo toque, me fizeram alguns toques e eu sentia dor e chorava um pouco todas as vezes. Estava com uma vontade imensa de fazer cocô e ia ao banheiro toda hora. Sentada no vaso, com as pernas abertas, parecia que a dor diminuía um pouco. Ficava lá, sentada, eu na maior sintonia comigo mesma e de repente chegava uma enfermeira para me levar para cama, avisando que era arriscado ficar na privada, que o bebê podia nascer lá (aham, que nem novela, né). Dr. A. apareceu, tinha acabado de fazer a tal cesárea marcada. Me fez um novo toque, conversou um pouco comigo, eu já estava choramingando de dor e ele me disse "tem certeza que você vai querer sentir essa dor?". Respondi que sim. Ele disse que ia lá fora e que logo voltava. Meu marido chegou todo vestido com aquela roupa de hospital, ficou do meu lado, me fez carinho, mas ao mesmo tempo me perguntava se era aquilo mesmo que eu queria. Não tenho raiva dele por ele não ter me apoiado no parto normal porque ele estava tão desinformado quanto eu, além de ter crescido com a cabeça de que cesárea é bom, afinal ele mesmo nasceu de uma cesárea marcada.

Passado um tempo, Dr. A. voltou e me fez outro toque, 3 dedos... eu já estava chorando de dor e de frustração. Já tinha tentado ficar sentada na privada várias vezes e toda hora vinha uma enfermeira me levar pra cama, dizendo que "não pode, mãezinha, o nenê vai nascer na privada"... a sala de parto normal estava ocupada, o que me frustrava mais ainda, não queria ter nenê no centro cirúrgico... queria ter o Arthur naquela sala bonita com banheira e cromoterapia que conheci na visita ao hospital. Mais uma vez Dr. A. me disse que eu estava sentindo muita dor e me sugeriu uma cesárea, que neguei na hora. Fiquei lá, deitada, sem posição, com dor e Dr. A. voltou mais uma vez, dizendo que já que eu não faria a cesárea, que ele ia pra casa dele descansar e voltaria pela manhã. Comecei a chorar muito, mas muito mesmo nessa hora! Me deu um desespero imenso em pensar que talvez meu filho nascesse com o plantonista, me senti insegura, desprotegida, foi horrível... foi nessa hora que pedi pelo amor de Deus pela cesárea.

Mesmo morrendo de medo, fui para o centro cirúrgico, de novo sozinha. Na preparação meu marido não entrou, só depois que eu já estava pronta. Chorava e sentia medo da anestesia, do acesso, de tudo. Uma enfermeira muito calma veio procurar um acesso na minha mão. Chorei de medo, nunca pegaram veia na minha mão antes. Ela me acalmou e pegou o acesso, não senti nada. Em seguida a anestesista veio me dar peridural, morri de medo de novo porque sempre falaram que doía horrores para entrar a agulha na coluna. A enfermeira me acalmou de novo e tomei a anestesia. Não sei se foi a mão boa do anestesista ou se foi a adrenalina no meu corpo, mas não senti nada. Me deitaram, amarraram meu braço direito e colocaram o aparelho que afere a pressão. Também colocaram uma sonda para eu poder fazer xixi. Depois disso tudo meu marido entrou e eu chorei mais ainda quando o vi, estava fora de mim, me sentindo desprotegida, sei lá, estava pirando. Chorava de medo, chorava porque meu pai não estava na cidade (o parto adiantou umas semanas e ele estava viajando), chorava por tudo. Cismei que a anestesia não pegou, reclamava que ia sentir me cortar (tudo piração, meu marido disse que eles já estavam me cortando quando eu disse isso). Foi tudo muito rápido. O Dr. A. estava me abrindo e disse que o bebê era mesmo grande, que teria que cortar um pouco mais para ele passar (tanto que minha cicatriz é torta, pois o corte não foi único) e quando Arthur saiu, sua assistente disse que ele era um bebezão. Chorava muito, de emoção, de tudo. Ouvi seu chorinho e pouco depois trouxeram ele pra mim, todo enroladinho num pano e de touca. Estava muito feliz, mesmo com tudo que estava passando, encantada em ver meu filho fora de mim. Colocaram ele ao meu lado, tiraram uma foto e o levaram embora. Dr. A. perguntou se queria que meu marido ficasse comigo ou se ele podia acompanhar o bebê até o berçário, pedi pra ele ir com Arthur (gritei na verdade "vai lá agoooora, vai que trocam ele? rs). Fiquei lá deitada, Dr. A. finalizando o serviço, me dizendo que ia deixar minha cicatriz bem bonita para eu poder usar biquíni.

Quando deu meia noite e pouco, acabaram (acho que entre me preparar, abrir, tirar Arthur e fechar foi uma hora no máximo) e me mandaram para o pós operatório. Fiquei numa espécie de enfermaria, só tinha eu no lugar. Era uma fileira de camas, estava batendo os dentes de frio, a enfermeira me explicou que era por causa da anestesia. Comecei a dar uma pirada de novo, falar sozinha, a coçar o rosto feito louca. Próximo a mim tinha um balcão com algumas enfermeiras conversando e uma delas veio até mim perguntar se eu precisava de algo, porque eu estava falando sem parar. Pedi água e ela disse que só depois eu poderia tomar. Olha, vou te falar uma coisa. Fica parecendo um drama, parecendo que sofri horrores, que foi a morte pra mim fazer a cesárea. Eu faria numa boa, se fosse minha vontade. Eu nunca quis agendar um parto, sempre desejei entrar em trabalho de parto e acima de tudo, ter um parto normal. Nunca exigi nada humanizado, tirando a questão do soro com ocitocina. Nem cogitava um parto sem anestesia, nem questionava a episiotomia, achava até que era indispensável. Já vi mulher dizer que episio é vida, que a piriquita fica mais fechadinha depois (o tal ponto do marido). Então eu fiquei sim puta por ter feito uma cesárea sem nenhuma necessidade. Me senti feita de besta um tempo depois. Na época eu achei que tudo bem, que foi até necessária, afinal o doutor que aconselhou. Eu não ia duvidar do médico que me acompanhou, que sabia como estava minha saúde, que estudou pra isso, não é mesmo?

Um tempo depois me mandaram pro quarto, era lindo e limpo, tipo de hotel. Queria ver meu neném. Minhas grandes amigas de infância estavam no hospital e vieram no quarto me ver. Já estava bem da anestesia, conversamos, elas diziam que Arthur era lindo, gordinho, cabeludo, sabiam melhor que eu como meu filho era. Disseram que ele estava na caminha do berçário, naquele aquário que os hospitais tem, sabe? Elas foram embora e eu fiquei lá, esperando me trazerem meu filho. Liguei muitas vezes na enfermaria pedindo por ele e me diziam que em 15 minutos ele chegaria, me aconselharam a descansar. Ligava e diziam a mesma coisa sempre. Sete horas depois da cesárea me trouxeram o Arthur. Fiquei muito emocionada, nós dois no quarto finalmente a sós. Ele já estava vestidinho num macacão, com os cabelinhos ajeitados. Pegava nas suas mãozinhas, chorava de emoção, cheirava sua cabecinha e agradecia por estarmos os dois bem depois dessa aventura toda. Não conseguia desgrudar mais dele, tanto que em toda minha internação nem no bercinho do lado da cama ele dormiu, ficou comigo na minha cama, mesmo sob reclamações diárias das enfermeiras, que diziam que ele podia cair da cama (e elas não estavam erradas, mas eu estava num grude com ele que se desse acho que colocava ele de volta na barriga, rs).

Doze horas após a cirurgia eu fui tomar banho. Uma enfermeira me ajudou, tomei banho sentada para evitar desmaios. Não lembro exatamente quando, mas depois tiraram minha sonda (a sonda foi o que mais odiei nesse episódio todo). Fiquei com o acesso na mão para poder tomar os remédios pós-parto. A internação foi tranquila, evitei ao máximo que levassem Arthur do quarto, ele tomou as vacinas lá mesmo e fez o teste do pezinho. Soube que ele passou por todas as intervenções possíveis (o colírio deu uma conjuntivite química nele, inclusive). Me alimentava bem e a tristeza e o medo já tinham passado, estava feliz por Arthur ser perfeito e saudável, não ligava pra mais nada, era só um episódio ruim. Dias depois tive alta e pude ir pra casa. Arthur teve icterícia e me pediram para voltar uns dias depois para repetir o exame. Voltamos para repetir, deu tudo certo, ele já estava bem (nem sei se estava mal, hoje me questiono de tudo que pode ser feito por um hospital, penso que eles pedem e fazer procedimentos para poder cobrar do convênio depois, sei lá, me sinto vivendo numa máfia quando o assunto é saúde e convênio médico...).

Em casa estávamos bem, era um inverno de lascar e de cara nos entendemos, Arthur dormia comigo que nem um saguizinho, mamava muito, o tempo todo na verdade, rs. "Sobrevivemos" ao parto, eu com uma sacola de remédios para tomar, ele com conjuntivite pelo colírio, mas aquele medo, aquela tristeza passou por completo, só sentia alegria por ter o Arthur.

Continua na parte II

4 comentários:

  1. Arthur e Guaci adorei o relato do parto. Angustiante mas tão legal por ter dado tudo tão certo! Beijos Tati

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    1. O parto em si já é um motivo para deixar a gente aflita, aí quando não respeitam nossas vontades piora muito! Mas deu tudo certo. Bjs, querida!

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  2. Guaciara ainda bem que você não publicou o nome do médico, pronta para mandar uma cartinha pedindo mais humanidade por favor. Sim ele oi um fofo, mas que lavagem cerebral disfarçada ele fez!!!
    Hoje, depois da cesárea que fiz em Londres, também questiono TODOS os procedimentos feitos na cesárea do Brasil .... mas eu fiz um pequeno escândalo no hospital quando não trouxeram meu filho para que eu pudesse ver, mandei chamar o pediatra do hostpital e o pediatra particular do João Pedro.... ainda falei para uma enfermeira parar de me chamar de mãezinho pq eu tinha nome. afeeeeee
    Mas o bom disso tudo é que você tem uma presença de espírito espetacular e consegue ver o lado bom de toda a situação .... e é claro ter o Arthur saudável era o mais importante!
    Beijocas
    Li
    http://www.criandofilhospelomundo.com/

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  3. Ai Guaci, é tão ruim quando nossas vontades não são respeitadas e quando nos sentimos enganadas. Acho um absurdo isso que alguns médicos fazem: nos enganam em nosso momento mais frágil utilizando como artifício aquilo que a gente não colocaria em risco de jeito nenhum: nossos filhos!
    Eu também tive filho nova. Muito nova: engravidei aos 19 e tive uma gravidez de risco. Já estava fragilizada de medo a gravidez inteira e além disso, era imatura e desinformada. Isso também me fez alvo fácil de médico sem escrúpulos e egoísta e só percebi anos depois a maldade que ele fez comigo e com minha filha: ele me convenceu que era melhor fazer uma cesárea com apenas 36 semanas! ( Na época eu não sabia, mas minha filha nasceu prematura). Sabe porque? Ele tinha um congresso na próxima semana e depois disso, arriscaria ela nascer próxima do natal e atrapalharia as férias dele!
    Enfim, graças a Deus tudo deu certo para você e o Arthur também!! Adorei seu relato!

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