domingo, 19 de abril de 2015

Max Maionese

Há quase 11 anos atrás eu estava voltando do trabalho. Era inverno, daqueles bem frios e eu vinha andando na rua de casa quando vi um toquinho peludo embaixo de um caminhão. Era pequeno e gordinho, cinza e muito sujo. Peguei aquela bolotinha no colo e vi que era um bebê de cachorro bem novinho, morri de pena! Amo cachorros e gatos, quando são filhotes então... me derreti toda por ele de cara! Na época minha ex sogra era dona de um pet shop, corri pra ela me ajudar com um banho, ele estava imundo. Ela teve que lavar o Max três vezes para tirar a sujeira, no primeiro banho a água saiu PRETA! Enquanto ele tomava banho eu pensava o que ia fazer com ele, já que eu já tinha a Lua em casa, morava com meus pais e eles nunca aceitariam um segundo cachorro, ainda mais um SRD que poderia ficar imenso, né?

Levei ele pra casa todo lindo e perfumado e expliquei pros meus pais que ia ficar com ele só até arrumar um dono, que não dava para jogar aquela bola de pelo na rua com aquele frio. Demorou umas duas semanas, mas apareceu um interessado em adotar o Max. Até aí eu só chamava ele de cachorro, porque sabia que se desse um nome pra ele eu me apegaria de imediato. E pra entregar ele pro interessado? Caí no choro que nem louca e minha mãe ficou com pena, me deixou ficar com ele.

A gente já tinha a Lua em casa, uma salsicha invocada, mas por incrível que pareça ela aceitou o Max numa boa. Eu queria batizar o Max como Bob, mas meu irmão quis Max e acabei achando legal também. Ele sempre foi aquele cachorro meigo, bonzinho e carinhoso, mas sempre foi ciumento! Todo mundo que cruzou meu caminho levou uma bocada: ex namorados, meu marido, meu filho, ixi, a lista é grande! Sei que fazia essas coisas por ciúme, que era mais forte do que ele, porque ele é uma manteiga derretida, vai com todo mundo, faz festa para os porteiros do prédio, para os vizinhos no elevador, para qualquer um que chega em casa, pode ser um ladrão que ele recebe bem.

Eu saí da casa dos meus pais aos 21 anos e levei Max comigo. Ele morou comigo até 2012, quando ele mordeu meu filho duas vezes, aí ele foi morar com meus pais, meu marido ficou muito bravo com ele. Nesse tempo fiz de tudo para vê-lo sempre, além de levá-lo ao veterinário para atualizar vacinas e comprar as coisinhas que ele precisa. Ele logo se adaptou porque é doido pelos meus pais, não desgruda do meu pai e é super companheiro! Hoje vejo Max todo dia, passeio com ele, brinco, só evito misturar ele com o Arthur porque ele ainda morre de ciúme. E o coitado do Arthur pede para ver o Max sempre, ainda bem que não se traumatizou, rs.

Max está um senhorzinho, gosta de passear, mas está mais devagar. Quando era mais novo íamos muito com ele pra Praia Grande e ele surfava na pranchinha de bodyboard com meu irmão, além de fazer caminhadas longas comigo até o Forte. Hoje ele tem um problema no joelho e não pode abusar das caminhadas que ele tanto ama, mas pode fazer passeios mais curtos. Ele segue carinhoso e lambão como sempre, com aquele olhar carente que tem desde o primeiro dia que o vi. Dorme de suspirar, adora ossinhos de couro e é super fresco para comida, cheira tudo bem cheiradinho antes de comer, super desconfiado! É meu amorzinho peludo, sinto falta de tê-lo comigo em casa, mas de vê-lo todo dia já ajuda bastante!




Meu Max Maionese, meu amorzinho peludo!

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