quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

2015 acabou!

Todo ano eu faço uma retrospectiva e fico agradecida, porque todo ano acaba tudo bem! Como diz minha comadre Dani, quando a vida está calma, é porque está tudo bem! E mesmo num dos anos mais tumultuados da minha vida, acabei o ano grávida do Arthur, ou seja, saldo super positivo!

Vejo bastante no Facebook o pessoal reclamar de 2015, que foi puxado, que foi ruim. Eu não posso ser mal agradecida, já que ganhei um grande presente esse ano: a Rafaela! Não foi um ano fácil, pelo contrário. Foi um ano de muitas escolhas, mudanças e renúncias. Pela primeira vez em anos parei de trabalhar. Não me demiti, mas peguei licença para poder cuidar das crianças. Ficar sem receber e sem trabalhar fora é um tanto estranho pra mim, já que adoro sair de casa, fugir da rotina, conversar e ganhar meu próprio dinheiro. Ser mãe em tempo integral tem suas dores e suas delícias. Eu amo estar com as crianças e só de estar amamentando a Rafaela até hoje, sinto que minha missão está se cumprindo. Mas admito que sinto muita falta às vezes de sair de casa, conversar com outros adultos, almoçar com sossego, coisas que eu fazia quando estava trabalhando. Minhas amigas e mãe me acalmam, dizem que eu estaria totalmente pirada trabalhando nove horas por dia todo dia fora de casa e ainda conciliando a criação dos meus filhos e sei disso, mas tem dia que não é fácil!

2015 foi um ano muito violento, principalmente pra minha cabeça de mãe recém-parida... o medo tomou conta de mim. Medo de assaltos, crimes, da violência em geral. Aconteceram os atentados de Paris, a fuga do povo sírio pelo mar, resultando em muitas mortes, aconteceu o terrível "acidente" na barragem lá em Minas. Amigos próximos tiveram seus carros roubados sob grande violência, armas apontadas em seus rostos. Olha, esse ano eu senti medo como nunca!

Mas esse ano também teve muita coisa boa, eu realizei sonhos. Conheci Nova Iorque, um destino que sempre quis conhecer e voltei totalmente encantada, doida pra voltar! É a cidade mais louca que já fui na vida, tanta mistura que dá nó na cabeça! Gente de todo canto do mundo morando, passeando, trabalhando na Big Apple. Pessoas de todas as raças, origens, falando os mais diferentes idiomas. Adorei ver a estátua da Liberdade de pertinho, subir no Empire States, comer deliciosos cupcakes e cheesecakes nova iorquinos (inclusive do Carlo's Bakery!), caminhar e brincar com Arthur no Central Park, comer pizza New York Style, caminhar e muito pelas ruas da cidade. Eu amei e sou eternamente grata por ter tido oportunidade de fazer essa viagem, tenho muito o que agradecer à minha mãe, que ajudou a financiar e que cuidou e muito das crianças comigo durante esse passeio!

Também sou grata por todas as viagens que fiz em 2015. Como estou em casa, aproveitei para rodar por aí, ora em companhia do marido, ora da minha mãe. E aproveitando o embalo das viagens e passeios, aproveito para falar de um ponto marcante desse ano pra mim, o nascimento do Passeiorama. Esse blog estava no forno há anos e em 2015 finalmente o projeto saiu! É meu filho caçula, que cuido diariamente com muito amor e dedicação. E que em 2016 espero que cresça muito!

2015 foi um ano em que tive que mudar hábitos. O consumismo que me dominava, de amar comprar sapatos para mim e roupas para as crianças, teve que ser (bem) moderado. O dinheiro mudou com a minha licença e, para poder continuar passeando e viajando, alguns cortes foram feitos. No começo eu estranhei muito, mas hoje me sinto "curada", sabe? Antes eu ia muito ao shopping e sempre voltava com sacolas. Hoje eu passo em frente as vitrines e passo reto ou consigo admirar algum produto numa boa. Aprendi a olhar um produto e dar uma volta pra pensar e pensar e pensar. O dinheiro vai me fazer falta? Eu preciso mesmo disso? Onde eu vou enfiar isso lá em casa? Porque gente, minha casa é lotada de cacareco e só eu sei como estou me matando para arrumar tudo por aqui...

Esse ano eu aprendi a desapegar. Doar tudo e mais um pouco. Ainda sigo fazendo bazar de algumas coisas sim, mas 95% das coisas daqui de casa são doadas. E é impressionante como liberar espaço na casa faz bem! Dá uma sensação tão gostosa! Consegui diminuir muito meus sapatos e roupas, facilitando minha vida para manter as coisas arrumadas. Ainda estou aprendendo e me adaptando, mas quero conseguir viver com menos e ser mais feliz com isso!

Ah, 2015 também foi o ano em que chegaram nossos dois jabutis por aqui, Ninja e Cookie! Arthur queria por queria um jabuti depois de visitar nosso primo Miguel, que tem a Jajá e o Juju, rs. Penei, mas achei um criador autorizado pelo Ibama. Dias antes da Rafaela nascer, fui com Arthur ao aeroporto buscar nossas filhinhas, que vivem na varanda tomando sol e comendo laranja. Sigo bicheira, com dois cachorros e três gatos, um dia eu ainda viro a véia dos gatos, rs.

E é isso. 2015 foi um ano bom, meu filho está crescendo, se tornou irmão mais velho, me deixa maluca e feliz ao mesmo tempo. Minha afilhada também fez seu primeiro aninho e está crescendo a cada dia que passa, linda e esperta! 2016 está aí, a criançada crescendo, eu mudando, a vida andando! Que seja um ano tranquilo e cheio de bons projetos para todos!

Feliz ano novo!

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